Capitulo 18
Hilary
P.O.V.
Mesmo
conhecendo Peter desde criança, desta vez ele realmente me surpreendeu. Nunca
pensei que ele poderia me trazer de volta a este penhasco. Vim aqui apenas uma
vez com meus pais e os dele. Nunca mais voltamos porque naquele dia eu brincava
correndo com Peter e quase me joguei de cima do penhasco. Se não fosse Peter eu
estaria morta agora. Foi ele quem me segurou e me abraçou para que eu não me
jogasse realmente. Eu era meia louquinha na época. Eu queria experimentar
coisas novas, coisas inusitadas. Mas nada acabava certo... Meus pais já até
brigaram comigo depois disso e fiquei muito chateada. Por isso hoje eu sou tão
quieta, sem fazer nada errado, nenhuma besteira. Não bebo, não fumo, não me
drogo, sou isso ai...
Não conseguia
parar de sorrir. Eu sabia o que estava prestes á acontecer. Peter realmente
estava nervoso. Mas ele também sorria. Ele estava um gato hoje. Aquela calça
jeans, aquela blusa branca e seu casaco estavam lindo esculpindo seu lindo,
belo e sexy corpo. E só de saber que ele seria só meu...
Não havia
lugar melhor pra ele fazer aquilo, ele sempre faz a escolha certa. Ele é o
filho que todo pai queria, ele é o genro que sogro desejaria ter. Pena que ele
agora é só do meu pai, digamos assim...
Ele segurava
minhas duas mãos e olhava profundamente nos meu olhos, provavelmente minhas
bochechas estavam coradas de vergonha. O sorriso dele é perfeito, qualquer
garota gostaria de ter aquele sorriso só pra ela. Mas não, agora ele é só meu
de novo... Ele fez um movimento rápido com os braços, puxando minha mão e me
trazendo para mais perto dele. Sua mão esquerda desceu por entre minhas costas,
ficando em minha cintura e a outra se dirigiu até minha nuca levando meus
lábios até os deles. Já era de se esperar. Cedi á ele, deixando-o percorrer por
completo minha boca. Levei uma de minhas mãos até seu cabelo. Nunca vi cabelo
mais lindo aquele, macio, sedoso... A outra mão percorria seu abdômen devagar.
Neste instante me veio na cabeça todas as outras vezes que isso ocorreu, todos
os outros beijos que havia dado nele ou que ele simplesmente roubara de mim.
Lembrei-me que meu primeiro beijo foi com ele, quando tínhamos 9 ou 10 anos.
Estávamos na casa da árvore em sua antiga casa, do lado da minha, conversando e
fazendo um piquenique. Aquele dia foi mágico, acabamos de comer e ele ligou seu
pequeno mp2, que na época era a maior novidade de todas as outras, uma música
que nós dois gostávamos. Ela não era tão agitada mas também não era tão lenta.
Digamos que ela era calma, isso, calma. Ele se levantou e me levantou e me
agarrou para dançarmos juntos. Sim, dançamos, mas do jeito que sabíamos na
época, um jeito até engraçado. Parecia uma valsa isso sim. Quando a música
acabou começamos a rir sem parar, ainda abraçados. Do nada ele parou de rir e
começou a me olhar parei de rir também e o fitei preocupada com os olhos.
“ – Que foi?
Aconteceu alguma coisa? – perguntei
- Não nada,
só tava olhando como você é bonita.
- Ah.. Eu
sou??
- Sim, a mais
bela de todas. “
Eu nunca vou
esquecer esse nosso diálogo, depois disso ele me abraçou forte depois me olhou
de novo, me abraçou novamente até que nossos lábios se encontraram. Eu não
sabia o que tinha que fazer, mas mesmo assim o fiz. Levei minha mão até seu
cabelo, aquele lindo e loiro cabelo. A mão dele estava na sua nuca. O beijo foi
parado pois Samantha gritou lá de fora:
“ – Desçam
dai logo, já vai escurecer crianças ”
Depois disso
Peter me olhou e disse: “ Só falta você aceitar casar comigo.”
Foi um dia
tão lindo, eu estava com ele. E olhe agora, eu também estava com ele. Paramos
nosso beijo ele olhou no fundo dos meus olhos e disse:
- Me aceita
de novo em sua vida como namorado e futuro noivo??
Eu não
conseguia responder, eu queria gritar pra todo mundo ouvir que ele era o amor
da minha vida mas a voz não saía, eu estava ansiosa, nervosa, eu estava tudo
naquela hora.
- Não vai me
responder? – ele perguntou nervoso
Como minha
voz não saía resolvi fazer algo inusitado, beijei-o com muito amor, pedi
passagem e ele cedeu á mim, dessa vez era eu quem estava percorrendo todos os cantos
da sua boca. Agora eu tive certeza, do que antes já sabia: Ele era o amor da
minha vida. Ele sempre foi mas agora eu tive certeza e ninguém podia tirar isso
da minha cabeça. Se alguém perguntasse daqui 50 anos que era o amor da minha,
ou melhor, quem É o amor da minha vida eu responderia Peter, mil vezes Peter.
- Isso
responde sua pergunta? – disse parando o beijo
- Responde.
Claro que responde. – disse ele me dando um selinho e tirando a caixinha branca
de dentro do bolso.
A caixinha
era linda e a coisa mais fofa do mundo. Ele abriu e com certeza meus olhos
brilharam. Havia duas alianças lá dentro. AVA, não acredito que pensei isso.
Mais enfim, uma era simples e maior, provavelmente a dele, mas ela brilhava de
mais. Creio que elas não eram feitas de prata e sim de ouro branco. O sonho de
qualquer garota. A outra era menor, mas brilhava igualmente a outra, mas essa
continha algo á mais. Havia uma tira de diamantes. A coisa mais linda deste
mundo, tirando Peter é claro. Ele tinha bom gosto. Ele escolheu o jeito da
aliança sozinho, aquele dia lá eu estava boiando legal. Ele é lindo. Ele pegou
a aliança com diamantes e logo percebi que havia um nome e uma data lá dentro:
Peter e provavelmente a data de hoje, ou não. Ele pegou minha mão direita e
colocou a aliança em meu dedo. Estendeu a caixinha no meu rumo, peguei a outra
aliança e coloquei em seu dedo. As duas couberam perfeitamente. Eu queria dizer
o quanto o amava mas eu só conseguis sorrir.
Ele me
levantou pela cintura e me rodou, porque ele é perfeito em tudo hein?? Aquele
era o momento mais feliz da minha vida. Quando ele me colocou no chão consegui
dizer algo que preste em vez de só sorrir...
- Eu te amo
Peter.
- Eu te amo
Hilary.
Ficamos por
ali durante um bom tempo sentamos em cima do penhasco que dava uma das mais
belas visões do mundo. Estávamos vendo Los Angeles inteira com suas luzes
ligadas. Conforme o tempo muitas das luzes estavam sendo apagadas. Los Angeles
estava indo dormir. E nós precisávamos também. Nos levantamos e saímos
daquele momento perfeito. Fomos embora. Queria ficar mais com ele, mas amanhã
tinha escola. Pensei até em pegar minhas coisas e ir pra casa dele. Mas já era
de madrugada e meus pais poderiam estar preocupados. Me despedi de Peter
durante uma meia hora, mas assim que ele foi embora já senti saudade.
Adentrei a
casa, tranquei as portas. Tirei minha bota pra não fazer barulho e subi as
escadas rumo ao quarto. Sentei na cama sem acreditar no que tinha acabado de
acontecer. Olhei minha mão e lá estava a aliança. Era linda... Levantei-me e
fui rumo ao banheiro me olhei no banheiro e me despi, precisava de um banho. Ao
acabar fui no closet e peguei uma blusa qualquer de moletom que ia até minhas
coxas, pra dormir aquela estava ótima. Fui até a sacada e fiquei um bom tempo
olhando minha mão com a aliança. Peguei-a na mão e li o que estava dentro:
“Forever 23/09/2003” . Ora, porque estava 23/09/2003 ?? Não entendi. Fiquei me
perguntando um bom tempo sobre aquilo, mas me lembrei de que amanhã tinha aula.
Estava fechando a janela a porta da sacada quando percebi que havia um
motoqueiro bem adiante olhando em minha direção. Devia ser o namorado de
algumas das vizinhas putas que eu tenho. Quando ele percebeu que eu estava
olhando em sua direção ele acelerou a moto e saiu do portão do condomínio.
Continuei a fechar a porta. Deitei na cama e desmaiei. Amanhã seria um grande
dia pra mim...
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