Capitulo 15
Peter
P.O.V
Desci as
escadas pra ir pra sala onde Sr. John estava.
- Ela dormiu.
- Obrigada
por segurar esta barra por mim Peter. Você não sabe o quanto me ajudou.
- Não foi
nada John. Afinal elas são as mulheres de nossas vidas.
- Só você pra
me fazer rir neste momento Peter – disse John soltando um breve e curto
sorriso.
- Eai como
vão ficar as coisas do velório??
- Vai ser
amanhã á tarde. Ás 4 e 30. Melhor a Hilary nem ir pra escola amanhã...
- Eu também
não vou não. Vou ficar com minha princesa.
- Obrigada de
novo Peter. Não sei o que seria da minha família sem você.
- Já disse
que não foi nada. – disse meio envergonhado – Sabe que horas são? É que eu
desliguei meu celular!
- São 3 e 30.
Melhor você ir pra casa, Samantha e seu pai devem estar preocupados...
- Nossa
verdade! Vou avisá-los pelo celular mesmo, não vou deixar minha Hilary.
- Tudo bem.
Vou lá com a Mandy. Se quiser qualquer coisa tem na geladeira e no armário.
Fique á vontade.
- Obrigada.
Vai lá.
Liguei pro
meu pai e avisei o que estava acontecendo. Ele concordou que eu deveria ficar
com a Hilary hoje. Depois fiquei parado ali no sofá gigante de camurça preto da
sala pensando na situação. Minha Hilary devia estar péssima. Ela adorava sua
avó. Quantas vezes já almoçamos de domingo na casa dela quando crianças?
Quantas vezes já havíamos comidas biscoitos com gotas de chocolate? Ou talvez
panquecas com calda? Era a avó dela cara. Porra, ela tinha que morrer justo
agora que estávamos voltando?? Coitada, ela não tinha culpa, havia dado a hora
dela. E eu sei que agora ela está numa melhor. Mas coitada da Hilary. Ela
aparentava tão feliz antes. Ela teve que passar da felicidade a tristeza
extrema em segundos. Eu não iria embora com ela desse jeito. Não iria mesmo.
Hilary confia em mim. Eu sempre estarei do lado dela quando ela precisar. Não
iria deixar meu sonho de infância, adolescência, juventude e nem da minha vida
escapar dia algum. Um sonho. Isso que ela era. O meu sonho estava sendo
realizado.
- Peter? –
ouvi sua voz baixa e tremula saindo do quarto e chegando lá na sala.
Corri escadas
á cima, não queria deixa-la esperando. Chegando ao quarto sentei-me na beirada
da cama.
- Estou aqui
meu amor. Pode falar.
- Me abraça.
Me abraça bem forte. – e assim fiz.
Dormimos
durante um bom tempo. Repus todas as noites que não havia dormido por conta da
insônia e Hilary por conta do calmante que havia dado á ela. Acordamos era 1
hora da tarde. Ela não tinha condições de ficar em pé, ela ainda estava sob
efeito do remédio. Coloquei-a debaixo do chuveiro.
- Quente ou
gelado ?
- Gelado.
- Melhor
quente. Está um pouco frio hoje.
- Então
porque perguntou?
Não respondi.
Liguei o botão e a água morna começou a cair sobre suas costas. Depois de um
bom banho acredito que o efeito havia passado. Descemos as escadas. O almoço
ainda se encontrava na mesa. Fomos comer. Havia panquecas. O que com certeza
fez com que Hilary lembrasse de sua avó e fizesse-a chorar. Ela não comeu muito
bem, mas o que ela comeu já era o suficiente.
Minha pequena
estava sendo forte. Isso é como carregar toneladas de chumbo sobre suas costas.
Não me imagino passando pela mesma situação. Nem mesmo sendo forte o suficiente
pra aguentar tanta pressão. Minha pequena é guerreira. Ela consegue. Eu sei que
consegue.
Hilary
vestiu-se de um vestido preto e de um sobretudo da mesma cor e mesmo tamanho do
vestido. Colocou botas até o joelho. Ela estava vislumbrante, mais isso não era
hora de ficar apreciando sua beleza. Colocou também um óculos para esconder
seus olhos inchados de choro. Sua mãe vestiu-se igualmente a filha. Elas eram
lindas. Fomos pro velório. Lá encontrava-se mais a família do Sr. John do que
da Mandy. Pois Pettie tinha apenas 2 filhas, Mandy e a madrinha de Hilary.
Entramos na
grande sala para ver o defunto. Não larguei da mão de Hilary nem sequer um
minuto. Se caso ela desabasse em choro outra vez, eu estaria ali...
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