segunda-feira, 20 de maio de 2013

A dream 17


                     Capitulo 17
Peter P.O.V.
Minha pequena fez a escolha certa de não ir ao enterro. As pessoas choram mais no mesmo do que no próprio velório....
Engraçado, havia um cara lá no velório que eu ainda não conhecia, será que ele era da família?? Hilary nunca havia me falado dele antes. Ele não parava de olhar para nós dois. Será que ele queria dizer alguma coisa?? Logo ele foi embora, estranhei a presença dele lá. Talvez ele nem seja da família... Enfim, vou aproveitar essa tarde com minha princesinha. Sinto que hoje, mais que tudo, ela está precisando de mim.
- Hilary o que você está fazendo?? – fiquei assustado quando vi ela colocar a cabeça pra fora com o carro em movimento
- Não... não é nada não. – disse ela colocando a cabeça pra dentro e se recostando na porta outra vez
- Certeza? – ela não me respondeu
- Vai pra sua casa ou pra minha casa??
- Tanto faz – Hilary me respondia com a voz muito triste, isso me deu um aperto no coração...
- O que você pensa em fazer agora??
- Qualquer coisa, ela me fazendo esquecer tudo isso.
- Quer ir no shopping?? Eu vou com você, nós vamos juntos.
- Pode ser. – neste instante virei o carro com tudo rumo ao shopping.
No caminho já tinha pensado em tudo no que faríamos no shopping. Filme já era muito clichê. Iriamos no parque de games. Talvez lá ela se divertiria um pouco. Lá tinha montanha russa, locais onde podemos atirar em inocentes patos. Entramos no shopping. Ela, linda e sensual com seu vestido, sobretudo, e botas pretas chamou a atenção de muitos. O dia estava escurecendo, o Sol estava se pondo e o frio aumentava cada vez mais. Pelo menos Hilary já estava prevenida com seu sobretudo. Ela caminhava rumo ao cinema. Soltei da mão dela e parei no meio do shopping, coloquei as mãos nos bolsos e sorri. Ela andou mais um pouco e quando percebeu que fiquei para trás ela se virou e me olhou.
- Vai ficar ai??
- E quem disse que a gente vai no cinema??
- A não?? E aonde nós vamos?? – disse ela vindo até mim e me dando um beijo curto.
- No parque de games baby.
- Awwwwwwwwwwwwn que bonitinho.
Peguei em sua mão e a levei pro parque. Começamos a nos divertir com o básico. Quando percebi que ela já estava sorridente e que provavelmente ela tinha esquecido, mesmo que seja por um breve instante, o fato de a avó dela ter falecido, levei-a para a montanha russa. Ela ria como nunca. E só o fato de ela sorrir faz com que meu dia se alegra. Tiramos milhares e milhares de foto no meu IPhone. Iria fazer uma surpresa com essas fotos no aniversario dela, que por sua vez estava próximo.  Já eram 9 horas da noite. Eu estava exausto, não sei ela. Mas ainda sorriamos, como duas crianças após ganharem uma caixa inteira de chocolate. Ainda faltava a melhor parte do nosso dia.
Havia marcado nesta data para pegar nosso anel de compromisso, nossa aliança. Ela não fazia ideia de onde estávamos indo. Talvez ela não tinha prestado atenção na minha conversa com aquela moça morena. Entramos naquela joalheria, gelada pelo ar condicionado, cercada de joias, de diamantes, rubis... A moça morena logo me reconheceu, me lançou um olhar e um sorriso e logo em seguida partiu rumo á outra sala, provavelmente buscar nossas alianças. Depois de cinco minutos, aproximadamente, ela voltou com um buquê de rosas vermelhas, uma caixinha branca de camurça e entregou em minhas mãos. Olhei pra Hilary e ela sorriu, ela sabia o que estava prestes a acontecer. Seus olhos brilhavam mais que tudo e seu sorriso era de orelha a orelha. Entreguei-lhe o buquê  sem dizer nada. Peguei em sua mão e sai andando. Por um breve momento vi que seu sorriso se desmanchara, mas aquilo não importava logo seu sorriso voltaria, peamos o carro e saímos dali.
Levei-a para um lugar distante da cidade, mas era um penhasco onde dava para ver por completo a mesma. Era uma visão esplêndida, a mais bela que conhecia na minha vida, ainda mais á noite com todas as luzes da cidade ligada. Quando criança eu e nossos pais a trouxemos aqui. Naquele dia ela tinha amado este lugar e com certeza amaria hoje. Desci do carro. Abri a porta pra ela. Ela desceu e me olhou feliz. Ela tinha se lembrado deste lugar. Eu sabia que ela se recordaria. Ela havia deixado o buquê no carro, em suas mãos não havia mais nada. Levei-a para o fim daquele penhasco. Estava com vergonha, senti minhas bochechas corarem. Mas já havia ensaiado esta cena várias e várias vezes, não entendi tamanho nervosismo agora. Coloquei-a de frente para mim, olhei no fundo de seus olhos e sorri.

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