sábado, 17 de agosto de 2013

A Dream 32

Capitulo 32
 Peter P.O.V
Confesso que fiquei com ciúmes quando vi Hilary e Dustin se abraçando alegres, na hora nada me passava na cabeça, mesmo assim estava confuso. Eu sinto um puto ciúmes dessa mulher, sinto muito, demais. Não suporto ver ela nem sequer conversando com outro homem. Ela é minha, só minha, não tinha nada que ficar conversando com outros... Nem mesmo com Dustin aquele filho da mãe que tanto gosto.
Só de imaginar outras mãos naquele corpo perfeito, outra boca na boca dela que é MINHA boca, outro corpo no dela, me dá uma agonia, uma puta raiva, que nossa, melhor eu parar de pensar nisso. Aí se alguém relar um dedo na minha beldade com más intenções, vai se ver comigo e pode se considerar um homem morto.
Enfim, chegamos em casa. Guardei a moto e fomos pro quarto. Hilary foi tomar banho, eu já tinha tomado. Não sei pra que ela foi, depois ela vai ter que tomar de novo.  Ela saiu do banheiro de pijama, sacanagem comigo. Que parte do A NOITE É NOSSA ela não entendeu ??
- Vamos assistir filme – sugeriu ela toda doce
- Vc que sabe.. – tirei a blusa pra ver se animava ela, nada...
Ela colocou um filme de zumbi, que nem sei o nome. Só vi 30 minutos do começo do filme e depois durmi de tão chato que ele era. Mas foi um sono breve, porque logo acordei e ainda tava passando o filme. Procurei por Hilary, ali ela não estava, provavelmente tava na cozinha. Dito e feito, ela estava mexendo algo no fogão. Nem lembro quando foi a ultima vez que coloquei minhas mãos numa panela. Aquele pijama estava extremamente curto, estava mostrando metade da bunda dela, como pude não perceber isso antes??
Fui até ela devagarinho, sem fazer um piu. Agarrei ela por trás, coloquei seu cabelo pro lado e beijei seu pescoço, senti seu corpo todo se arrepiar. Pode falar eu domino essa garota. Depois apertei com muita força e depois deu um tapa em sua bunda. Ela virou-se para mim e me beijou. Filha da puta me mordeu, quase sangrou meu lábio.
Levantei ela pela bunda e ele me abraçou com as pernas. Beijei ela apenas para me vingar, mordi tão forte a língua dela que senti gosto de sangue no beijo. Não sei como mais consegui tirar a toalha da mesa da cozinha e taquei-a em cima dela. Ela me olhou com aquela cara de safada... Tirei o mini short do pijama dela, deixando-a só de calcinha. Que visão maravilhosa, meu Deus. Comecei beijando sua cintura, fui subindo bem devagar, quadril, acima do umbigo, embaixo dos peitos e finalmente entre os seios. Puxei sua cintura mais perto da minha com tudo. Tirei a blusa dela e ela a minha. Já sentada na mesa ela me beija. E entre o beijo ela abre o zíper da minha calça. Meu Senhor que menina é essa. Tirei o restante da calça. Já estava bem duro meu amigo, e ela se aproveitou disso, colocou a mão e apertou sem ao menos avisar-me. Me surpreendi e arfei. Ela tirou ele pra fora e começou a estimulá-lo, olha pelo lado bom, não preciso mais fazer isso, a Hilary faz pra mim... Apertei seu seios e chupei todo seu pescoço enquanto ela me masturbava.
- Ahh – soltou um gemido fraco que me fez sorrir orgulhoso
Cansei disso. Empurrei ela de volta pra mesa batendo com tudo suas costas. Empurrei ela um pouco pra cima e rasguei sua calcinha.
- Dá pra parar de rasgar minhas calcinhas ?? Daqui um tempo vou ficar sem..
- Pra que calcinha se vc pode ficar nua pra mim? – arreganhei suas pernas e comecei a lamber e a brincar com sua preciosidade que tanto gosto.
A cara dela não escondia. Ela estava louca pra mim foder ela. Louca de louca mesmo. Eu estava jogando com ela. Eu amo jogar com ela. Até que ela gemeu de prazer e eu não me segurei. Penetrei ela com tudo, sem dó nem piedade. Só faltava eu enfiar as bola nela. Foda-se se ela estava sentindo dor ou não. Era isso que ela queria, foi isso que ela teve. Ela gemeu de novo. Eu amo esse gemido dela baixinho, ofegante e sexy que ela dá. Foi quando ela me surpreendeu pedindo pra ir mais rápido com a voz bem fraca e ofegante.
- Vai, mais rápido, vai Peter, vai. Isso. Fode gostoso, vai.. – Porra
Fui o mais rápido que pude. Bem mais rápido que o normal... Dessa vez ela gritou de prazer... ou de dor, foda-se. Fodi ela legal agora, fala sério. Me cansei. Me retirei de dentro dela e sentei na cadeira que estava ali perto. Iria gozar. Ela pediu pra lamber mais não deixei. Eu não quero beijar a boca dela cheia de goza. Joguei tudo fora, pro lado.

Ela desceu da mesa e sentou no meu colo. Bati em sua bunda mas ela não deixou com que eu ficasse com a mão lá. Pegou minhas duas mãos e colocou pra trás. Tentei volta-las mas ela não deixou, então fiquei com elas por ali mesmo. Ela bateu em meu rosto. Ela tava começando a brincar comigo. Bateu do outro lado. Apenas sorri percebendo o joguinho dela. Ela sussurrou em meu ouvido: “PRONTO PRO 2º ROUND? “ Essa garota é incrível. Ela começou a rebolar em cima do meu pênis e isso foi bom demais. Ajeitei meu pênis pra penetra-la de novo, ela subia e descia, eu á ajudava com as mãos subindo e descendo a bunda dela, mas logo ela se cansou. Então virei ela de bunda pra cima e chupei uma nádega deixando um roxo enorme na bunda dela. Ela se levantou e foi tomar banho. Fui atrás dela..

segunda-feira, 15 de julho de 2013

A Dream 31

Capitulo 31
Hilary P.O.V
A uma semana não vou mais na escola, não importa, jája vem as férias, depois reponho fazendo trabalhos extras. Liah ainda continuava internada em estado grave. Vinha ao hospital todos os dias de tarde até noite. Quando ela melhorava eu podia entrar para visita-la junto com seus pais, os meus, Dustin e Peter. Alguns de seus cortes já haviam sido cicatrizado, com a ajuda de pomadas e remédios, outros infeccionaram...
A principal preocupação dos médicos era com os olhos dela, eles não tem certeza mas acham que ciscos de vidros entraram em seus olhos e prejudicaram suas córneas.. Ela acabara de entrar numa sala de cirurgia. Se tudo ocorrer bem Liah volta ao normal, se não, poderá voltar cega de algum dos olhos. Estamos todos muito preocupados, principalmente Dustin, por incrível que pareça. Seus pais já haviam chegado de viagem e estão apoiando muito ele.
Já faz uma hora que os médicos e Liah entraram na sala, estou preocupada, eu e todos que estão esperando. Peter foi tomar banho, meus pais estão em casa. Aqui só está eu, os pais de Liah e o Dustin.
- Dustin meu filho vai pra casa, vai ficar tudo bem, vamos ficar aqui por ela.
- Não, eu não vou. Vou esperar, ela ainda está ruim, e vou ficar até que alguém me prove o contrário.
- Dustin você precisa de tempo pra ti mesmo, vá pelo menos  tomar um ar. Vá tomar um banho... – insistiu mãe de Liah
- Eu não vou.
- Dustin, vamos conversar comigo lá fora, eu te peço. – Tentei
- Tá bem.
Eu encaminhei Dustin até lá fora do hospital. Não sei ele, mais precisa de ar puro, pelo menos um pouco. Logo que saímos da porta á fora, inspirei fundo. Como diz minha mãe, “cheira flor, apaga a vela” .. Minha mãe é meio retardada. kkk
Sentei num banco que havia na pracinha de frente ao hospital. Dustin fez o mesmo. Ele olhava pro chão. Eu olhava pra ele. Puxei assunto
- Dustin oque realmente aconteceu no quarto??
- Quer que eu te conte desde o começo??
- De preferencia...
- Bom, eu entrei no quarto e sentei ao seu lado, não lembro sobre o que conversamos mais lembro que a fiz sorrir – vi um sorriso espontâneo em sua boca de repente surgir – ela fez esforço pra se levantar e parou na minha frente, eu me levantei e a abracei-a bem forte. Ela me pediu pra procurar seu celular. Procurei no quarto não estava, no closet não estava. Ela ainda estava em pé, fui no banheiro e ele estava em cima da pia – seu sorriso sumiu – foi quando ouvi um barulho e corri pro quarto de novo. Liah estava no chão, caída de forma desengonçada. Ai você entrou, e foi assim, que tudo começou.... – ele estava fixado em algum ponto do chão que nem piscava.
- Entendi... – não sabia oque falar.
- Eu prometi pra ela
- Prometeu o que pra ela??
- Que nunca mais deixaria ela sozinha...
- Mas ir na sua casa e dormir um pouco não é deixa-la sozinha Dustin
- Eu fui no banheiro á uns 2 metros de distância dela e deu merda. Você ainda quer que eu vá á mais de 200 km longe dela – seu tom de voz tinha aumentado
- Calma, foi só uma suposição...
- Tô calmo, porra.
- Dustin – olhei incrédula pra ele
- Desculpa, podemos voltar pra sala de espera ??
- Tá!
Fomos devagar pra sala, até que vimos um médico conversando com os pais de Liah, Dustin correu, eu apenas apressei os passos. Pude apenas ouvir o finalzinho da conversa
- Está tudo bem com Liah, era o que pensávamos, apenas ciscos de vidros, e admito, não poucos, haviam mais do que esperado, por isso a cirurgia demorou tanto tempo. Há mais detalhes que serão dito á vocês. Agora preciso ir. Mesmo que esteja em horário de visitas, Liah não poderá receber nenhuma, até porque está em coma. Tenham uma boa noite.
Senti que o clima estranho havia sumido e de repente Dustin me abraçou. Fiquei surpresa, mas retribui o abraço.
- O que está acontecendo aqui? Posso saber? – Peter chegou
- Liah está bem amor, ela já saiu da cirurgia. Só que ela está em coma – falava comendo as palavras, tinha me assustado com a chegada dele.
- Hum... – me deu um breve selinho. Que fofo estava com ciúmes.
- Você veio me buscar?
- Sim, você tinha pedido... passei na sua casa e sua mãe arrumou algumas roupas suas. Você vai dormir lá em casa hoje. – me abraçou por traz, arrumou meu cabelo de lado e beijou meu pescoço me arrepiando toda – Hoje á noite é nossa – sussurrou no meu ouvido
Dei um sorrisinho, e me virei de frente á ele e dei vários beijinhos nele. Me despedi de todos e fui embora com Peter.

“Hoje a noite é nossa”.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

"ATENÇÃO"

VOU DEMORAR PRA POSTAR OS OUTROS, TO SEM CRIATIVIDADE. MAS ASSIM QUE ESCREVER EU POSTO <33

A Dream 30

Capitulo 30
Dustin P.O.V.
Eles me empurraram porta á fora. Injustiça isso. Quero minha Liah, não posso deixá-la de novo sozinha. Eu deixei duas vezes e as duas deus merda. MUITA MERDA. Eles fecharam a porta na minha cara. Incrível que pareça eu estava chorando. Dei um soco na parede ao lado, só fez barulho e rachou um pequeno pedaço de 5 centímetros da parede. Se eu não estivesse chorando pela Liah, provavelmente estaria chorando de dor. Quem estava naquele corredor se assustou com meu gesto, mas ninguém foi me perguntar o que tinha realmente acontecido. Encostei na mesma parede e fui deslizando até sentar ao chão. Fiquei ali horas e horas, esperando por uma resposta, por uma notícia, esperando Liah ficar melhor. Toda vez que alguém chegava perto da porta do lado de dentro da sala, me levantava para alguém sair e der uma notícia boa. Mas nada, ninguém saía, ninguém me ajudava.
Eles tinha entrado na sala 1 hora e 46 da manhã, saíram de lá 2 e 24. Durante esse tempo não adormeci nada, nem se quer cochilei. Fiquei ali sentado na porta do humilde quarto de Liah. Quando abriram a porta, meio que cai para trás, a enfermeira me pediu desculpa eu apenas assenti.
- Desculpe senhor, não é hora de visita. Ela está cansada e muito fraca.
- Mais ela está acordada doutor?
- Creio que sim, creio que não. Mais ela não vê nada por enquanto.
- Você poderia me explicar o porque disso doutor? Preciso muito saber...
- A pupila dela está muito embaçada, deve ter algo nos olhos dela que não podemos retirar agora. Precisamos saber primeiro o que é isso. Retiramos algumas amostras de sangue para vários exames. Não se preocupe ela está bem.
- Ela consegue ouvir, sentir, falar pelo menos??
- Sim, e ah você conhece um tal de Dustin?
- So-sou eu doutor. Ela chamou por mim?
- Durante todas as vezes que estava consciente. Olha rapaz, ela deve gostar muito de você. Não deixa ela sozinha de novo não. Pode ser perigoso.
- Obrigada doutor, por tudo. Não tenho como agradecer pelo o que você fez por... nós.
- Vá pra casa meu filho. Ela está em boas mãos.
- Não vou deixa-la sozinha de novo...
- Não conte pra ninguém e não á perturbe, mesma quando ela acordar. Vou deixar você dormir no quarto com ela. Vou mandar trazerem um sofá e cobertas pra você.
- Obrigada doutor. – a única coisa que consegui falar
Entrei no quarto mas fiquei na porta á observando de longe. Precisava fazer oque o médico disse, se não eu não teria essa chance de dormir aqui com ela. Dois enfermeiros chegaram com um pequeno sofá branco, mas confortável. Dei passagem, eles colocaram o sofá bem no canto do quarto, o mais longe de Liah.  Eles foram embora. Eram só eu e Liah novamente. Mesmo não podendo, empurrei o pequeno sofá para mais perto de Liah. Pra falar a verdade coloquei bem do lado dela. Deitei, me cobri e virei pra ela, observando-a até que...
- Dustin, é você??
- Sim Liah, sou eu.
- Fica comigo Dustin, não me deixa sozinha...
- Nunca mais vou deixar Liah, nunca mais. – peguei a mão dela e apertei devagar
- Eu te amo Dustin.

- Eu te amo Liah.

A Dream 29

Capitulo 29
Liah P.O.V
Não sabia oque estava acontecendo comigo. Estava atordoada. Ouvia vozes mas não conseguia ver nada, apenas a escuridão, ou será um simples tapador de olhos para dormir que é preto ?? Não sei. Tentei levantar minhas mãos e leva-las até o rosto para ver o que era. Estava fraca, muito fraca. Não conseguia mover nenhum músculo direito. Mexi meu dedo indicador da mão esquerda. Alguém estava segurando minha mão. Ouvi uma voz conhecida. Era de homem. Essa voz chamou meu nome, calmamente, mas surpresa. Tentei responder mas minha voz não saia. Nem sequer minha boca abriu direito. Essa voz continuou a falar comigo...
- Liah ?? Liah você está acordada?? Consegue me ouvir?? – eu queria responder, queria dizer OI,SIM,SIM, ME AJUDA, PRECISO DE TI, ME TIRA DAQUI..
Porque diabos eu não conseguia nem falar?? Oque estava acontecendo comigo? De quem é essa voz calma e doce? Quem sou eu? Será que eu ainda me reconheço??
- Liah você consegue, eu estou aqui com você! – era o Dustin agora eu tinha certeza.
Meu coração acelerou quando soube que era o Dustin, ouvi uns pi, pi, pi, cada vez mais alto depois disso. Onde eu estava? Porque Dustin estava falando isso de novo para mim? Ouvi vários passos. Acho que entraram umas três pessoas onde eu estava. Será que eu conseguia mover meus pés?? Senti uma formiga picando meu braço direito bem na dobra do cotovelo, acho que foi na veia. Minha audição começou a falhar, mas ainda ouvia várias vozes...
- Oque você está fazendo? Pra que isso? Não precisa disso doutor, ela está bem...
- Senhor é preciso fazer exames com a Liah, se você puder me der licença eu agradeço..
- Não, eu não vou sair daqui. Ela precisa de mim. Eu vou ficar aqui até o final.
- Favor tire ele daqui enfermeiros, com urgência!!
- Já disse que não vou sair daqui, não adianta me segurarem, empurrarem nem nada. EU VOU FICAR.
- Por favor senhor.

- Liah... eu vou te esperar. Até depois do fim Liah... – Não consegui ouvir mais nada, acho que vou desmai..

A Dream 28

Capitulo 28
Dustin P.O.V
Estava arrasado. Assim que Peter me deu a noticia eu fechei a cara. Não sabia o que realmente tinha acontecido. Peter não soube me contar direito, mas com o que ele me contou já fiquei preocupado. Eu sei que nada tenho com Liah, bem que eu queria, mas ela mesmo assim era muito importante pra mim. Ela estava precisando de alguém com ela, e esse alguém poderia ser eu assim como poderia ser qualquer um...
Uma lágrima havia caído de meus olhos, tentei escondê-la enquanto subia as escadas, acho que nenhum dos dois perceberam. Quando cheguei na porta, limpei meus olhos com a mão, arrumei minha roupa e abri apenas um pouco a porta que estava só encostada. Vi Liah deitada de costas para a porta, com um vestido de um tecido branco e leve. Havia algumas manchinhas vermelhas em um lado de sua cintura. Seus pulsos estavam enfaixados e seus cabelos estavam soltos. Abri um pouco mais a porta, na qual fez barulho e fez com que Liah percebesse minha presença. Ela se virou e me viu, fiquei feliz pois seus olhos brilharam ao me ver. Pedi licença e ela apenas assentiu. Eu entrei e sentei-me ao lado dela, que continuava deitada, na cama. Olhei-a de cima á baixo e só então percebi que pés também estavam cortados, arranhados.
- Oi – disse meio envergonhado
- Oi... – ela abaixou a cabeça
- Você está bem?
- Digamos que não muito. – a voz dela era irritante, uma voz de patricinha mimada pelos pais.
- Heey, olha pra mim. – coloquei a mão em sua coxa sem nenhuma outra intenção. Ela levantou a cabeça me fitando. – Calma vai ficar tudo bem. Acredite em mim.
- Vou tentar.
- Eu estou aqui contigo, nada mais pode acontecer com você.
- Mas quando aconteceu você não estava.
- Desculpe meu descuido. Prometo que não vai se repetir. – ela abriu os lábios mostrando seu dentes super brancos. – Viu, vc está conseguindo.
Ela se levantou, sentando com dificuldade na cama, olhou pra mim e pegou em minha mão direita.
- Obrigada, por tudo o que você está me fazendo Dustin.
- Não foi nada Liah, eu estou aqui pra isso.
Ela tentou se levantar, ajudei-a dando apoio com a mão. Ela andava com dificuldade mas conseguiu chegar onde queria: em minha frente. Ela parou na minha frente em pé cambaleando. Ela devia estar assim por efeitos de remédio. Fez gestos pedindo para que eu me levantasse também, foi o que fiz. Levantei-me e abracei ela, devagar pra não machucar ela.
- Me faz um favor? – disse ela ainda me abraçando.
- Claro.
- Me ajuda a procurar meu celular?? – ri quando ela falou isso  - Hilary disse que ele ficaria aqui no quarto.
- Ajudo sim. Fica aqui. Eu vou procurar
Sai á procura do IPhone pelo quarto. No closet não estava, na cama não estava, nas escrivaninhas também não. Só podia estar no banheiro. Enquanto procurava em volta do quarto ela me olhava e ria. Pelo menos estava fazendo-a sorrir. Fui até o banheiro, ele estava em cima do mármore da pia. Ela estava cheia de caco de vidro dentro dela, e no chão havia alguns pequenos. Aproveitei e me olhei no espelho quebrado até que ouvi um barulho. Na hora pensei: Liah. Corri para o quarto e lá estava ela no chão, desmaiada. Meu coração gelou. Corri até ela, peguei-a no colo e coloquei em cima da cama. Tentava acordar ela mas nem um sinal. Gritei a Hilary, ela veio correndo.
- Dustin o que aconteceu?? – disse ela histérica
- Eu não sei, eu fui no banheiro e pum, ela estava no chão
- Vai na cozinha e molha esse pano pra mim – disse ela me entregando um pano branco.
Corri o máximo que pude. Acho que gastei apenas 1 minuto e meio indo e voltando pro quarto. Quando voltei Peter estava falando no celular, provavelmente chamando a ambulância. Entreguei o pano á Hilary que logo o passou no rosto de Liah. Minha pequena, quero dizer, Liah, piscou algumas vezes com aquilo. Ela estava acordando de novo. Não... espera. Ela desmaiou de novo. Hilary repetiu seus movimentos, Liah acordou novamente, só que desta vez eu estava segurando uma de suas mãos, rezando e entregando-lhe forças. Ela virou o rosto em minha direção, ainda piscando freneticamente.
- Dustin.... – disse ela com a voz falhando
- Forças Liah, você consegue. Agente consegue lembra??
- Dustin...  – repetiu ela.

Ouvi barulho de sirenes. A ambulância tinha chegado. Amém. Fui eu quem levei ela no colo até os médicos da ambulância. Não pensei duas vezes e fui com ela até o hospital. Não podia deixar ela sozinha. Não de novo.

A Dream 27

Capítulo 27
Hilary P.O.V
Estava me arrumando pra ir pra escola quando Christian, o pai de Liah me ligou desesperado. Ele estava gaguejando muito, parecia estar chorando. Espera. Aquilo já havia me assustado. O Christian, que sempre foi alegre, brincalhão com todos estava chorando?? Aquilo sim seria de extrema importância. Parei tudo oque estava fazendo para ouvi-lo. Parecia que Liah e sua Mãe estavam no fundo gritando uma com a outra.
- Hilary é você querida? – ele gaguejava demais, muito, muito mesmo – Me ajuda Hilary, por favor, não sei mais o que fazer com essas duas. Elas estão brigando já faz um bom tempo. – ele não me deixava responder. – me ajuda Hilary, vem pra cá. Liah precisa de você.
- CALMA CHRISTIAN  - gritei tentando acalmá-lo. Estava desesperada assim como ele. O que deu na Liah pra brigar com sua mãe assim do nada?? Elas sempre se deram muito bem, muito bem demais. – Calma – repetia. – Estou indo prai agora, me espera e aguente firme.
- Tá – sua voz era trêmula.
[...]
 - PAI. PAI. PAI. Levanta. Rápido. Me leva lá na Liah, ela está brigando com sua mãe.
Meu pai levou um susto, mas acordou rapidamente e mesmo sem trocar de roupa, só com o roupão preto dele, pegou as chaves do carro e me levou em 7 minutos pra casa dela. O Christian estava eufórico, seus olhos inchados, acho que de tanto chorar ou gritar.
- Cadê elas? – ele apontou pra cima, nos quartos – vou lá!!
Subi as escadas rapidamente. Entrei no quarto do Christian, elas não estavam ali. Entrei no estúdio de dança, também não. Estavam no quarto de Hilary. A cama dela estava arrumada. A porta do closet fechada. Estavam no banheiro.
O espelho estava quebrado. Alguma coisa havia sido jogada nele, ou alguém deu um soco nele. Isso a segunda opção estava mais precisa. A mão de Liah estava toda cortada. Não só a mão, os pulsos e algumas partes de sua cintura. Todos seus perfumes estavam quebrados no chão. Ela estava nua e chorando muito. Tirei um pouco os cacos de vidro de perto dela. Me sentei e abracei-a. Ela deitou em meu ombro e desabou em choro. Fechei a porta do banheiro com um dos pés e ficamos ali por 2 horas aproximadamente.
Fui catando os cacos devagar e colocando dentro da pia enquanto ela chorava e me contava o que tinha acontecido. Fiz ela tomar outro banho, amenizando um pouco o sangramento dos cortes. Sim, ela se cortou. Mas tudo começou quando ela deu um soco no espelho e cortou sua mão, viu o sangue e quebrou o resto dos perfumes, escorreu e caiu, cortando os pulsos e a cintura sem ter intenção alguma. Ela não me contou porque quebrou o espelho, apenas disse que foi ela quem o quebrou. Sua mãe se assustou foi ver o que havia acontecido e ver a filha naquele estado em prantos não lhe fez bem. Sua mãe, muito religiosa começou a gritar com “Deus”, olhando para cima. E Liah retrucava a mãe, dizendo que não era culpa de ninguém, apenas dela.
“A única culpada daqui sou eu. A culpa é toda minha. E agora eu estou pagando por isso. Só eu posso pagar”. Ela disse á mim o que falava pra sua mãe, sem piscar os olhos, olhando diretamente para o espelho quebrado. Tirei á do transe enrolando-a numa toalha branca. Alguns dos cortes ainda estavam sangrando. Tinha que fazer curativos logo, antes que a toalha branca ficasse vermelha como a anterior. Peguei alguns gases e tapei os cortes. Ela precisava de um psicólogo isso sim.
Tinha esquecido meu celular em casa, a Liah jogou o dela na parede então não tinha como eu avisar Peter nem Dustin do ocorrido. Meu pai já tinha ido trabalhar. Minha mãe também. Os pais de Liah foram tomar um ar no centro da cidade. Ficamos só eu ela. Coloquei uma roupa nela. Fiz ela dormir. Era hora de almoço então liguei no serviço da minha mãe e pedi pra ela trazer meu IPhone. Ela chegou em 15 minutos. Liguei pro Peter e expliquei o motivo de eu não ter ido á aula hoje. Peter provavelmente disse a Dustin. Eles iriam vir pra cá.
- Liah, Peter e Dustin estão vindo pra cá tudo bem??
- Tanto faz, a culpa é minha mesmo.
Ela se culpava toda hora não estava entendendo o porque. Eu queria saber o porque, e eu vou descobrir, se não eu não me chamo Hilary Morris. Os garotos chegaram, fui abrir a porta. Peter me deu um breve selinho.
- Por favor, não se assustem com a casa. E ela está diferente, não fale nada que possa perturbá-la ou irritá-la. Não á olhem de modo diferente. Não fiquem reparando nos cortes. Ela ainda é a mesma.
 - Ela está lá em cima? – Fiz que sim com a cabeça. – Me deixem um pouco sozinho com ela, por favor. – disse apreensivo Dustin
- Tudo bem.

Eu e Peter ficamos olhando Dustin subir as escadas. Juro que vi ele limpando um pequena lágrima.