sexta-feira, 10 de maio de 2013

A dream 14


                      Capitulo 14
Hilary P.O.V.
Eu sabia que da primeira vez ele estava sendo gentil... Nessa segunda ele foi bem mais grosso, mais selvagem, mais Peter... E sinceramente eu prefiro assim. Gosto de coisas mais fortes, assim como gosto de bebidas mais fortes, de caras fortes, de sexo forte. Mas enfim... As duas vezes foi sensacional e eu tenho certeza que iriam ter vários outras vezes assim. Ele é incrível. Um sonho.
Deu a hora de ir embora, nos trocamos e ele me levou até em casa. O porteiro/segurança havia aberto o portão pra gente. Ele me olhou de modo estranho. Meio que com dó de mim. Porque?? Enfim... Continuamos o caminho. Minha casa, ou melhor, a mansão dos meus pais, localizava-se bem no fim da rua. Não tinha como não vê-la, ela era a maior e a parede era vermelha com o portão dourado. Nada chamativo. Peter estacionou o carro bem em frente e nós entramos... Minha mãe estava encolhida na parede da sala. Aparentava estar chorando. Corri até ela.
- Mãe você está chorando?? – falei já agachada junto dela e abraçando-a
- Filha tem uma coisa que você precisa saber... 
A pior coisa do mundo é ver minha mãe chorando. Eu não sabia o que fazer. Eu só queria que ela parasse de chorar e soltasse uma daquelas belas gargalhadas de sempre. Que ela abrisse aquele sorriso lindo. Que foi o primeiro e mais belo que vi assim que nasci...
- Então fala mãe – falei já histérica e começando a chorar mesmo sem saber do que se tratava. Sabia que não era boa coisa.
- A sua vó filha, ela... ela... – Minha mãe não conseguia acabar a frase mas já sabia o que realmente tinha acontecido.
Minha avó, Pettie estava internada fazia um mês já. O estado dela era ruim, mas tinha pensado que ela era forte o bastante pra superar mais essa. Me enganei. Ninguém é forte o tempo todo. E ela já havia sido forte tantas outras vezes. Ela havia falecido. Ela se fora. O que será de mim agora? O que será da minha mãe sem a mãe dela? O que será da nossa família agora? Faltaria algo pelo resto de nossas vidas...
- Não mãe... ela não pode..
- Sim filha...
- Cadê papai??
- Foi no hospital ver como vai ficar os assuntos do...
- Velório... – disse em prantos
De repente senti alguém me abraçando e abraçando minha mãe. Era Peter. Por um momento havia esquecido de que ele ainda estava ali.
- Calma. Calma, vai passar..
- Não, não vai Peter. Ela se foi. Não tem mais ela aqui.
- Não importa o que aconteceu. Ela sempre estará do lado de vocês, vendo vocês. Ela nunca vai se esquecer de vocês.
- Ela se foi Peter... – disse mamãe chorando no ombro dele assim como eu.
- Ela nunca sairá do coração de vocês... Bola pra cima. Ela está numa melhor agora, não está sofrendo, não está com dor. Ela está livre do sofrimento. E ela não gostaria de ver vocês chorando. Tenho certeza que ela quer ver o sorriso de vocês duas neste momento. Quem nos garante de que ela não esteja aqui agora conosco??
- Ela se foi Peter – disse eu e mamãe juntas
Peter sabia que nada, exclusivamente nada, naquele momento iria nos tirar daquele estado. Então parou de falar, ficamos ali todos abraçados. Ele podia não entender o que sentíamos, mas foi ele quem nos acalmou. Papai chegou e ainda estávamos em prantos no canto da parede da sala. Ele foi até nós me deu um beijo carinhoso na testa e pegou mamãe no colo. Olhou pro Peter e apenas disse:
- Cuida dela pra mim.
Peter assentiu com a cabeça e continuou ali comigo no chão. Eu sabia que por nada nesse mundo ele iria me deixar. Ele era meu ombro amigo, minha mão direita. Ele era meu apoio pra vida inteira...
Quando me acalmei um pouco Peter me pegou no colo e levou-me pro quarto. Colocou-me na cama e deitou-se do meu lado. Ele sabia exatamente o que fazer. Simplesmente me abraçou. Foi o abraço mais confortável que havia recebido na minha vida. Ficamos ali horas e horas. Ele havia mexido em seu celular. Provavelmente tinha desligado ou pelo menos colocado no silencioso.
Tinha cochilado um pouco e quando acordo tinha um copo d’água na escrivaninha e um comprimido branco. Peter ainda estava lá comigo. Devia ser umas 3 horas da manhã já. 
- Beba, você vai se sentir melhor.
Assim o fiz. Depois de uns 15 minutos o remédio começou a fazer efeito. Senti moleza em meu corpo e ficava cada vez mais sonolenta.
- Eu te amo Hilary. – foi as últimas palavras de Peter que ouvi antes de cair num sono bem profundo...


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