Capitulo 14
Hilary
P.O.V.
Eu sabia que
da primeira vez ele estava sendo gentil... Nessa segunda ele foi bem mais
grosso, mais selvagem, mais Peter... E sinceramente eu prefiro assim. Gosto de
coisas mais fortes, assim como gosto de bebidas mais fortes, de caras fortes,
de sexo forte. Mas enfim... As duas vezes foi sensacional e eu tenho certeza
que iriam ter vários outras vezes assim. Ele é incrível. Um sonho.
Deu a hora de
ir embora, nos trocamos e ele me levou até em casa. O porteiro/segurança havia
aberto o portão pra gente. Ele me olhou de modo estranho. Meio que com dó de mim.
Porque?? Enfim... Continuamos o caminho. Minha casa, ou melhor, a mansão dos
meus pais, localizava-se bem no fim da rua. Não tinha como não vê-la, ela era a
maior e a parede era vermelha com o portão dourado. Nada chamativo. Peter
estacionou o carro bem em frente e nós entramos... Minha mãe estava encolhida
na parede da sala. Aparentava estar chorando. Corri até ela.
- Mãe você
está chorando?? – falei já agachada junto dela e abraçando-a
- Filha tem
uma coisa que você precisa saber...
A pior coisa
do mundo é ver minha mãe chorando. Eu não sabia o que fazer. Eu só queria que
ela parasse de chorar e soltasse uma daquelas belas gargalhadas de sempre. Que
ela abrisse aquele sorriso lindo. Que foi o primeiro e mais belo que vi assim
que nasci...
- Então fala
mãe – falei já histérica e começando a chorar mesmo sem saber do que se
tratava. Sabia que não era boa coisa.
- A sua vó
filha, ela... ela... – Minha mãe não conseguia acabar a frase mas já sabia o
que realmente tinha acontecido.
Minha avó,
Pettie estava internada fazia um mês já. O estado dela era ruim, mas tinha
pensado que ela era forte o bastante pra superar mais essa. Me enganei. Ninguém
é forte o tempo todo. E ela já havia sido forte tantas outras vezes. Ela havia
falecido. Ela se fora. O que será de mim agora? O que será da minha mãe sem a
mãe dela? O que será da nossa família agora? Faltaria algo pelo resto de nossas
vidas...
- Não mãe...
ela não pode..
- Sim
filha...
- Cadê
papai??
- Foi no
hospital ver como vai ficar os assuntos do...
- Velório...
– disse em prantos
De repente
senti alguém me abraçando e abraçando minha mãe. Era Peter. Por um momento
havia esquecido de que ele ainda estava ali.
- Calma.
Calma, vai passar..
- Não, não
vai Peter. Ela se foi. Não tem mais ela aqui.
- Não importa
o que aconteceu. Ela sempre estará do lado de vocês, vendo vocês. Ela nunca vai
se esquecer de vocês.
- Ela se foi
Peter... – disse mamãe chorando no ombro dele assim como eu.
- Ela nunca
sairá do coração de vocês... Bola pra cima. Ela está numa melhor agora, não
está sofrendo, não está com dor. Ela está livre do sofrimento. E ela não
gostaria de ver vocês chorando. Tenho certeza que ela quer ver o sorriso de
vocês duas neste momento. Quem nos garante de que ela não esteja aqui agora
conosco??
- Ela se foi
Peter – disse eu e mamãe juntas
Peter sabia
que nada, exclusivamente nada, naquele momento iria nos tirar daquele estado.
Então parou de falar, ficamos ali todos abraçados. Ele podia não entender o que
sentíamos, mas foi ele quem nos acalmou. Papai chegou e ainda estávamos em
prantos no canto da parede da sala. Ele foi até nós me deu um beijo carinhoso
na testa e pegou mamãe no colo. Olhou pro Peter e apenas disse:
- Cuida dela
pra mim.
Peter
assentiu com a cabeça e continuou ali comigo no chão. Eu sabia que por nada
nesse mundo ele iria me deixar. Ele era meu ombro amigo, minha mão direita. Ele
era meu apoio pra vida inteira...
Quando me
acalmei um pouco Peter me pegou no colo e levou-me pro quarto. Colocou-me na
cama e deitou-se do meu lado. Ele sabia exatamente o que fazer. Simplesmente me
abraçou. Foi o abraço mais confortável que havia recebido na minha vida.
Ficamos ali horas e horas. Ele havia mexido em seu celular. Provavelmente tinha
desligado ou pelo menos colocado no silencioso.
Tinha cochilado
um pouco e quando acordo tinha um copo d’água na escrivaninha e um comprimido
branco. Peter ainda estava lá comigo. Devia ser umas 3 horas da manhã já.
- Beba, você
vai se sentir melhor.
Assim o fiz.
Depois de uns 15 minutos o remédio começou a fazer efeito. Senti moleza em meu
corpo e ficava cada vez mais sonolenta.
- Eu te amo
Hilary. – foi as últimas palavras de Peter que ouvi antes de cair num sono bem
profundo...
Comentem Please ....
Nenhum comentário:
Postar um comentário