quarta-feira, 15 de maio de 2013

A dream 16


                   Capitulo 16
Hilary P.O.V
Foi horrível entrar naquela sala onde minha avó se encontrava morta. Sua pele era pálida, sim, mais branca do que o normal. Ela não parecia ela mesma. Ela parecia mais magra. Será que doaram os órgãos dela?? Porque raios eu estava pensando nisso?? Senti meus olhos se encherem de lágrimas. Ainda bem que estava de óculos escuro. Peter percebeu minha certa agitação e me abraçou forte. O abraço dele era o único que podia me confortar naquele momento. Não conseguiria ir no enterro. Já estava exausta. Esgotada.
Havia muitas pessoas no velório. Muitos eu não conhecia. Muitos eram só curiosos pra saber quem morreu desta vez... Mas havia um homem, digamos um garoto assim como Peter, 17 á 19 anos. Ele não me era estranho. Mas sabia que nunca tinha conversado com ele ou sequer ter olhado na cara dele. Se não estivesse tão abalada nessas horas, jurava que ele era da minha escola. Ele estava todo de preto, calça jeans, casaco, olhos e sapatos pretos. Ele tinha um ar em si de misterioso. Repito: Ele não me era estranho...
Aquele cara não parava de olhar á mim e á Peter. Porque tanto ele nos olhava?? Porque tanto ele olhava para mim?? Quem era ele?? O que ele estava fazendo aqui?? Eu não sei. Não sei a resposta pra nenhuma destas perguntas. Ele tirou os óculos escuros. Olhou-me profundamente nos meus olhos. Seu olhar era de tristeza, rancor raiva. Seus olhos eram azuis e suas sobrancelhas eram castanhas, puxadas para o loiro. Conclui então que ele era loiro. Depois deste longo olhar refletido á mim, ele retornou a colocar seus óculos e foi embora sem ao menos olhar pra trás. Fiquei confusa, confesso, mais deixei quieto. Aquele não era um bom momento para correr atrás dele e saber quem ele era. Peter também olhava na mesma direção que eu. Acho que ele também reparou á presença do ser desconhecido no velório da minha avó.
Depois de várias horas o corpo iria ser levado para o cemitério. Estava pensando se queria ir mesmo no enterro da minha querida avó, até que Peter interrompeu meus pensamentos:
- Certeza que você quer ir no enterro Hilary?
- N-não, melhor não. – gaguejei um pouco.
- Tudo bem, vamos pegar o carro. – disse Peter colocando seu braço em volta do meu pescoço e me guiando até o estacionamento pago onde ele deixou sua Ferrari.
Saímos do estacionamento e logo tivemos que parar por conta do sinaleiro no final da rua. Estava recostada no vidro do carro e observando as pessoas que passavam pela calçada... Do nada resolvi olhar pro retrovisor e avistei um cara de moto. Ele estava com os mesmos trajes do misterioso lá do velório, só que agora estava sem os óculos e pude ver seus belos olhos azuis, me observando pelo próprio retrovisor. O sinal abriu e Peter tirou o pé do freio, coloquei minha cabeça pra fora curiosa. Quando olhei o motoqueiro havia sumido.

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