sexta-feira, 31 de maio de 2013

A dream 19

                Capitulo 19
Peter P.O.V
Acordei com meu IPhone tocando. Era o filho da puta do Dustin. Eu só queria dormir mais um pouco.
“ – Alô
- Bro é você cara??
- Claro que é, quem cê acha que iria atender meu celular?? A cozinheira??
- Calma os nervo ai ou... Vai pra escola hoje néh?
- Vou, que horas que é?
- Sei lá deve ser umas 6 e 30
- Queeeeeeeeeeee??
- é por quê?
- Eu tô atrasado cara, depois a gente conversa.
- Tá, falo Bro. “
Caralho eu tô mais que atrasado. Eu tô fudido, tem prova nas primeiras aulas. Corri pro banho. Banho gelado é a melhor coisa do mundo, tirando várias outras coisas, pena que eu não podia ficar ali durante um bom tempo. Sai correndo pro closet, um pouco molhado ainda. Coloquei qualquer calça jeans e qualquer blusa, uma de gola V vermelha, coloquei meu tênis e arrumei o meu cabelo. É super importante pra mim ficar com o cabelo arrumado. Olhei a hora: 6 e 40. Tinha dez minutos pra eu conseguir entrar na escola e guardar o carro ou a moto que iria. Hoje teria que ir de Hornet pra chegar mais rápido, mas mesmo assim a escola é muito longe da minha casa...
- Tô atrasado mãe, nem vou comer hoje. – disse já descendo as escadas
- Achei que você não ia hoje filho.
- Tem prova nas primeiras aulas. – disse já pegando o capacete e a chave da Hornet
- Então acelera!! – cara por isso eu amo minha mãe.
 Corri pra garagem, tirei a capa que estava em cima da Hornet. Ligue-a e acelerei, como minha mãe diz. Estava á 120 km/h, já havia andado mais rápido, mas achei que nesta velocidade chegaria á tempo. Dito e feito, faltava 1 minuto pro portão do estacionamento fechar. Entrei quase voando. O porteiro gritava alguma coisa mais não ouvi nada. Travei a moto, ali ninguém mexia nas coisas dos outros. Amém néh. Cada aluno que contem carteira de motorista tem sua vaga, ainda bem que tenho. Meu Bro, o Dustin, tava me esperando, sua vaga é do lado da minha, foi por isso que ficamos amigos.
- Chegou rápido hein!!
- 120 por hora.
- Você já correu mais rápido vai.
- Eu sei, mais eu cheguei néh
- É e cadê sua bolsa?
- Ai carai, esqueci minha bolsa, como vou fazer a prova?
- Não vai ter mais prova Bro
- E eu corri atoa então??
- Digamos que sim.
- Por que não vai ter mais?
- Porque a professora foi atropelada.
- Da hora.
- Me fala porque você tava sumido cara? Te procurei na sua casa ontem á noite e não te achei, e você nem tava na casa da Hilary, eu fui lá também.
- Eu fui no penhasco, aquele lá que eu te mostrei mês passado, e fui com a Hilary.
- Ah, trouxe seu IPhone??
- Trouxe, porque?? – disse pegando ele do bolso e mostrando pra ele com a mão direita.
- Pra gente ficar conversando na aula cara. Ahhh não pera, não acredito nisso. E isso ai prata no seu dedo?
- Primeiro que não é prata é ouro branco. Segundo que eu pedi ontem.
- Por isso que eu não achei nem você nem ela. E ai trepou com ela??
- Larga de ser vulgar filho da puta.
- Tá mais e ai trepou ou não trepou??
Quando ele falou isso lembrei de tudo que aconteceu com agente. Ela é bem potente meu Deus. Aquela garota me deixa excitado bagarai.
- Digamos que sim, só que não ontem – sorri malicioso
- Ela é boa de cama?
- E porque você quer saber isso posso saber?? Jaja você vai querer saber até em qual posição nós fizemos néh
- Não mais se você quiser contar.
- Filho da puta eu vou arrebentar a sua cara. – corri atrás dele pela escola inteira. Não tinha levado bolsa mesmo, pra mim estava mais fácil, ainda mais quando tinha que desviar das pessoas. Consegui pegar ele no último degrau da escada do refeitório, onde a maioria das pessoas estava. Deixei ele pendurado de cabeça pra baixo, todos olhavam pra nós.
- Repete o que você falou. Repete pra todo mundo ouvi.
- Não duvide de mim Peter, eu posso contar e todo mundo saber.
- Fala que eu te jogo daqui.
- Tá, parei.
- Certeza?
- Vai. – coloquei-o no chão e enfim descemos as escadas. As pessoas já tinham voltado a fazer o que estavam fazendo antes.
Logo, descendo as escadas, vi um brilho refletir nos meus olhos. Hilary, pensei. E era ela mesmo, mostrando a aliança pra Liah. Ela estava linda como sempre, de cabelo preso, um short curto pra variar, uma sapatilha e uma blusa escrita algo. Chamei Dustin pra ir lá comigo, já que ele era gamado na Liah.
- Oi bebê – cheguei por trás e abracei Hilary
- Oi amor – disse ela se virando pra me beijar.
- Oi Liah
- Oi Peter.
- Oi Liah
- Ahh oi Dustin.
- Boa menina viu Hilary – me provocou Dustin
- Eu vou quebrar tua cara já falei – disse irritado e fuzilando ele com os olhos.
- Oque ele está falando Peter?? – perguntou confusa Hilary
- Não foi nada Hi. Esse menino se mete demais onde não deve.
- Hum... – O sinal toca, hoje nossas aulas são todas separadas. Liah numa, Dustin noutra, eu em uma e Hilary em outra. Saco viu.
- Preparem os celulares – disse Dustin
- Já tá na mão – respondeu Liah
- O meu tá no bolso – disse
- O meu tá na bolsa – comentou Hilary.
Cada um foi pra sua sala, mas antes de eu ir pra minha dei um beijo muito bom na Hilary. Ela estava caidinha por mim, afinal que não fica caidinha por Peter Gomez néh. Sim, sou um pouco convencido, mas não sou mentiroso.
Peter and Dustin sms on
D – Não vai me falar mesmo em qual posição?
P – É melhor vc correr quando eu sair daqui, porque eu vou te pegar de jeito
D – Se sabe que eu te amo néh
P – Cai fora ôo sua byba não assumida
D – A Sam aquela gostosa
P – E sua prima cara, ela faz uma transa boa hein, acho que você foi o único que ainda não experimentou, porque a cidade inteira sabe o sabor dela.
D – Minha prima é uma vadia
P – Eu sei Bro
D – Ou tenta arruma a Liah pra mim cara
P – Chega nela seu boiola, ela não vai te dá um fora desse jeito
D – É mais e depois cara? Eu quero ela só pra mim
P – Ai eu já num sei Bro. Vou dá um jeito, calma
D – Eu já falei que te amo?
Peter and Dustin cel off
- Peter Gomez posso saber o que está fazendo ai no fundo?
- Tô sentado assistindo sua aula.
- Me dá esse celular agora.
- Não é um celular qualquer é um IPhone.
- Tem joguinho?
- Tem Subway Surf, Temple Rum e Super Penguins.
- Não tem nenhum caça-palavras não?
- Caça-palavras professora? Eu tenho cara de quem joga caça-palavras?
- Tem ou não ??
- é só baixar, daqui que eu baixo pra senhora.
- Senhorita Peter. E afinal cadê seus materiais??
- Esqueci em casa.
- Não trouxe nem um caderno?
- Nem um lápis se a senhora quer saber.
- Mais é um filho da mãe viu.
- Ainda bem que é da mãe... – a sala inteira riu.
- Vem você vai ler um texto pra sala lá na frente.
- Ahh nãoo...
- Vamos levanta e leia, enquanto eu jogo o joguinho.
- Isso aqui é um texto ou uma biografia?? – disse olhando o tamanho do texto.
- Ainda bem que você sabe identificar este tipo de texto.

Se a professora fosse em mensagens eu estava ferrado. E se Dustin enviar outra ele também estaria ferrado. Comecei a ler aquele texto totalmente entediante.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A dream 18

                       Capitulo 18
Hilary P.O.V.
Mesmo conhecendo Peter desde criança, desta vez ele realmente me surpreendeu. Nunca pensei que ele poderia me trazer de volta a este penhasco. Vim aqui apenas uma vez com meus pais e os dele. Nunca mais voltamos porque naquele dia eu brincava correndo com Peter e quase me joguei de cima do penhasco. Se não fosse Peter eu estaria morta agora. Foi ele quem me segurou e me abraçou para que eu não me jogasse realmente. Eu era meia louquinha na época. Eu queria experimentar coisas novas, coisas inusitadas. Mas nada acabava certo... Meus pais já até brigaram comigo depois disso e fiquei muito chateada. Por isso hoje eu sou tão quieta, sem fazer nada errado, nenhuma besteira. Não bebo, não fumo, não me drogo, sou isso ai...
Não conseguia parar de sorrir. Eu sabia o que estava prestes á acontecer. Peter realmente estava nervoso. Mas ele também sorria. Ele estava um gato hoje. Aquela calça jeans, aquela blusa branca e seu casaco estavam lindo esculpindo seu lindo, belo e sexy corpo. E só de saber que ele seria só meu...
Não havia lugar melhor pra ele fazer aquilo, ele sempre faz a escolha certa. Ele é o filho que todo pai queria, ele é o genro que sogro desejaria ter. Pena que ele agora é só do meu pai, digamos assim...
Ele segurava minhas duas mãos e olhava profundamente nos meu olhos, provavelmente minhas bochechas estavam coradas de vergonha. O sorriso dele é perfeito, qualquer garota gostaria de ter aquele sorriso só pra ela. Mas não, agora ele é só meu de novo... Ele fez um movimento rápido com os braços, puxando minha mão e me trazendo para mais perto dele. Sua mão esquerda desceu por entre minhas costas, ficando em minha cintura e a outra se dirigiu até minha nuca levando meus lábios até os deles. Já era de se esperar. Cedi á ele, deixando-o percorrer por completo minha boca. Levei uma de minhas mãos até seu cabelo. Nunca vi cabelo mais lindo aquele, macio, sedoso... A outra mão percorria seu abdômen devagar. Neste instante me veio na cabeça todas as outras vezes que isso ocorreu, todos os outros beijos que havia dado nele ou que ele simplesmente roubara de mim. Lembrei-me que meu primeiro beijo foi com ele, quando tínhamos 9 ou 10 anos. Estávamos na casa da árvore em sua antiga casa, do lado da minha, conversando e fazendo um piquenique. Aquele dia foi mágico, acabamos de comer e ele ligou seu pequeno mp2, que na época era a maior novidade de todas as outras, uma música que nós dois gostávamos. Ela não era tão agitada mas também não era tão lenta. Digamos que ela era calma, isso, calma. Ele se levantou e me levantou e me agarrou para dançarmos juntos. Sim, dançamos, mas do jeito que sabíamos na época, um jeito até engraçado. Parecia uma valsa isso sim. Quando a música acabou começamos a rir sem parar, ainda abraçados. Do nada ele parou de rir e começou a me olhar parei de rir também e o fitei preocupada com os olhos.
“ – Que foi? Aconteceu alguma coisa? – perguntei
- Não nada, só tava olhando como você é bonita.
- Ah.. Eu sou??
- Sim, a mais bela de todas. “
Eu nunca vou esquecer esse nosso diálogo, depois disso ele me abraçou forte depois me olhou de novo, me abraçou novamente até que nossos lábios se encontraram. Eu não sabia o que tinha que fazer, mas mesmo assim o fiz. Levei minha mão até seu cabelo, aquele lindo e loiro cabelo. A mão dele estava na sua nuca. O beijo foi parado pois Samantha gritou lá de fora:
“ – Desçam dai logo, já vai escurecer crianças ”
Depois disso Peter me olhou e disse: “ Só falta você aceitar casar comigo.”
Foi um dia tão lindo, eu estava com ele. E olhe agora, eu também estava com ele. Paramos nosso beijo ele olhou no fundo dos meus olhos e disse:
- Me aceita de novo em sua vida como namorado e futuro noivo??
Eu não conseguia responder, eu queria gritar pra todo mundo ouvir que ele era o amor da minha vida mas a voz não saía, eu estava ansiosa, nervosa, eu estava tudo naquela hora.
- Não vai me responder? – ele perguntou nervoso
Como minha voz não saía resolvi fazer algo inusitado, beijei-o com muito amor, pedi passagem e ele cedeu á mim, dessa vez era eu quem estava percorrendo todos os cantos da sua boca. Agora eu tive certeza, do que antes já sabia: Ele era o amor da minha vida. Ele sempre foi mas agora eu tive certeza e ninguém podia tirar isso da minha cabeça. Se alguém perguntasse daqui 50 anos que era o amor da minha, ou melhor, quem É o amor da minha vida eu responderia Peter, mil vezes Peter.
- Isso responde sua pergunta? – disse parando o beijo
- Responde. Claro que responde. – disse ele me dando um selinho e tirando a caixinha branca de dentro do bolso.
A caixinha era linda e a coisa mais fofa do mundo. Ele abriu e com certeza meus olhos brilharam. Havia duas alianças lá dentro. AVA, não acredito que pensei isso. Mais enfim, uma era simples e maior, provavelmente a dele, mas ela brilhava de mais. Creio que elas não eram feitas de prata e sim de ouro branco. O sonho de qualquer garota. A outra era menor, mas brilhava igualmente a outra, mas essa continha algo á mais. Havia uma tira de diamantes. A coisa mais linda deste mundo, tirando Peter é claro. Ele tinha bom gosto. Ele escolheu o jeito da aliança sozinho, aquele dia lá eu estava boiando legal. Ele é lindo. Ele pegou a aliança com diamantes e logo percebi que havia um nome e uma data lá dentro: Peter e provavelmente a data de hoje, ou não. Ele pegou minha mão direita e colocou a aliança em meu dedo. Estendeu a caixinha no meu rumo, peguei a outra aliança e coloquei em seu dedo. As duas couberam perfeitamente. Eu queria dizer o quanto o amava mas eu só conseguis sorrir.
Ele me levantou pela cintura e me rodou, porque ele é perfeito em tudo hein?? Aquele era o momento mais feliz da minha vida. Quando ele me colocou no chão consegui dizer algo que preste em vez de só sorrir...
- Eu te amo Peter.
- Eu te amo Hilary.
Ficamos por ali durante um bom tempo sentamos em cima do penhasco que dava uma das mais belas visões do mundo. Estávamos vendo Los Angeles inteira com suas luzes ligadas. Conforme o tempo muitas das luzes estavam sendo apagadas. Los Angeles estava indo dormir. E nós precisáv­­amos também. Nos levantamos e saímos daquele momento perfeito. Fomos embora. Queria ficar mais com ele, mas amanhã tinha escola. Pensei até em pegar minhas coisas e ir pra casa dele. Mas já era de madrugada e meus pais poderiam estar preocupados. Me despedi de Peter durante uma meia hora, mas assim que ele foi embora já senti saudade.

Adentrei a casa, tranquei as portas. Tirei minha bota pra não fazer barulho e subi as escadas rumo ao quarto. Sentei na cama sem acreditar no que tinha acabado de acontecer. Olhei minha mão e lá estava a aliança. Era linda... Levantei-me e fui rumo ao banheiro me olhei no banheiro e me despi, precisava de um banho. Ao acabar fui no closet e peguei uma blusa qualquer de moletom que ia até minhas coxas, pra dormir aquela estava ótima. Fui até a sacada e fiquei um bom tempo olhando minha mão com a aliança. Peguei-a na mão e li o que estava dentro: “Forever 23/09/2003” . Ora, porque estava 23/09/2003 ?? Não entendi. Fiquei me perguntando um bom tempo sobre aquilo, mas me lembrei de que amanhã tinha aula. Estava fechando a janela a porta da sacada quando percebi que havia um motoqueiro bem adiante olhando em minha direção. Devia ser o namorado de algumas das vizinhas putas que eu tenho. Quando ele percebeu que eu estava olhando em sua direção ele acelerou a moto e saiu do portão do condomínio. Continuei a fechar a porta. Deitei na cama e desmaiei. Amanhã seria um grande dia pra mim...

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A dream 17


                     Capitulo 17
Peter P.O.V.
Minha pequena fez a escolha certa de não ir ao enterro. As pessoas choram mais no mesmo do que no próprio velório....
Engraçado, havia um cara lá no velório que eu ainda não conhecia, será que ele era da família?? Hilary nunca havia me falado dele antes. Ele não parava de olhar para nós dois. Será que ele queria dizer alguma coisa?? Logo ele foi embora, estranhei a presença dele lá. Talvez ele nem seja da família... Enfim, vou aproveitar essa tarde com minha princesinha. Sinto que hoje, mais que tudo, ela está precisando de mim.
- Hilary o que você está fazendo?? – fiquei assustado quando vi ela colocar a cabeça pra fora com o carro em movimento
- Não... não é nada não. – disse ela colocando a cabeça pra dentro e se recostando na porta outra vez
- Certeza? – ela não me respondeu
- Vai pra sua casa ou pra minha casa??
- Tanto faz – Hilary me respondia com a voz muito triste, isso me deu um aperto no coração...
- O que você pensa em fazer agora??
- Qualquer coisa, ela me fazendo esquecer tudo isso.
- Quer ir no shopping?? Eu vou com você, nós vamos juntos.
- Pode ser. – neste instante virei o carro com tudo rumo ao shopping.
No caminho já tinha pensado em tudo no que faríamos no shopping. Filme já era muito clichê. Iriamos no parque de games. Talvez lá ela se divertiria um pouco. Lá tinha montanha russa, locais onde podemos atirar em inocentes patos. Entramos no shopping. Ela, linda e sensual com seu vestido, sobretudo, e botas pretas chamou a atenção de muitos. O dia estava escurecendo, o Sol estava se pondo e o frio aumentava cada vez mais. Pelo menos Hilary já estava prevenida com seu sobretudo. Ela caminhava rumo ao cinema. Soltei da mão dela e parei no meio do shopping, coloquei as mãos nos bolsos e sorri. Ela andou mais um pouco e quando percebeu que fiquei para trás ela se virou e me olhou.
- Vai ficar ai??
- E quem disse que a gente vai no cinema??
- A não?? E aonde nós vamos?? – disse ela vindo até mim e me dando um beijo curto.
- No parque de games baby.
- Awwwwwwwwwwwwn que bonitinho.
Peguei em sua mão e a levei pro parque. Começamos a nos divertir com o básico. Quando percebi que ela já estava sorridente e que provavelmente ela tinha esquecido, mesmo que seja por um breve instante, o fato de a avó dela ter falecido, levei-a para a montanha russa. Ela ria como nunca. E só o fato de ela sorrir faz com que meu dia se alegra. Tiramos milhares e milhares de foto no meu IPhone. Iria fazer uma surpresa com essas fotos no aniversario dela, que por sua vez estava próximo.  Já eram 9 horas da noite. Eu estava exausto, não sei ela. Mas ainda sorriamos, como duas crianças após ganharem uma caixa inteira de chocolate. Ainda faltava a melhor parte do nosso dia.
Havia marcado nesta data para pegar nosso anel de compromisso, nossa aliança. Ela não fazia ideia de onde estávamos indo. Talvez ela não tinha prestado atenção na minha conversa com aquela moça morena. Entramos naquela joalheria, gelada pelo ar condicionado, cercada de joias, de diamantes, rubis... A moça morena logo me reconheceu, me lançou um olhar e um sorriso e logo em seguida partiu rumo á outra sala, provavelmente buscar nossas alianças. Depois de cinco minutos, aproximadamente, ela voltou com um buquê de rosas vermelhas, uma caixinha branca de camurça e entregou em minhas mãos. Olhei pra Hilary e ela sorriu, ela sabia o que estava prestes a acontecer. Seus olhos brilhavam mais que tudo e seu sorriso era de orelha a orelha. Entreguei-lhe o buquê  sem dizer nada. Peguei em sua mão e sai andando. Por um breve momento vi que seu sorriso se desmanchara, mas aquilo não importava logo seu sorriso voltaria, peamos o carro e saímos dali.
Levei-a para um lugar distante da cidade, mas era um penhasco onde dava para ver por completo a mesma. Era uma visão esplêndida, a mais bela que conhecia na minha vida, ainda mais á noite com todas as luzes da cidade ligada. Quando criança eu e nossos pais a trouxemos aqui. Naquele dia ela tinha amado este lugar e com certeza amaria hoje. Desci do carro. Abri a porta pra ela. Ela desceu e me olhou feliz. Ela tinha se lembrado deste lugar. Eu sabia que ela se recordaria. Ela havia deixado o buquê no carro, em suas mãos não havia mais nada. Levei-a para o fim daquele penhasco. Estava com vergonha, senti minhas bochechas corarem. Mas já havia ensaiado esta cena várias e várias vezes, não entendi tamanho nervosismo agora. Coloquei-a de frente para mim, olhei no fundo de seus olhos e sorri.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A dream 16


                   Capitulo 16
Hilary P.O.V
Foi horrível entrar naquela sala onde minha avó se encontrava morta. Sua pele era pálida, sim, mais branca do que o normal. Ela não parecia ela mesma. Ela parecia mais magra. Será que doaram os órgãos dela?? Porque raios eu estava pensando nisso?? Senti meus olhos se encherem de lágrimas. Ainda bem que estava de óculos escuro. Peter percebeu minha certa agitação e me abraçou forte. O abraço dele era o único que podia me confortar naquele momento. Não conseguiria ir no enterro. Já estava exausta. Esgotada.
Havia muitas pessoas no velório. Muitos eu não conhecia. Muitos eram só curiosos pra saber quem morreu desta vez... Mas havia um homem, digamos um garoto assim como Peter, 17 á 19 anos. Ele não me era estranho. Mas sabia que nunca tinha conversado com ele ou sequer ter olhado na cara dele. Se não estivesse tão abalada nessas horas, jurava que ele era da minha escola. Ele estava todo de preto, calça jeans, casaco, olhos e sapatos pretos. Ele tinha um ar em si de misterioso. Repito: Ele não me era estranho...
Aquele cara não parava de olhar á mim e á Peter. Porque tanto ele nos olhava?? Porque tanto ele olhava para mim?? Quem era ele?? O que ele estava fazendo aqui?? Eu não sei. Não sei a resposta pra nenhuma destas perguntas. Ele tirou os óculos escuros. Olhou-me profundamente nos meus olhos. Seu olhar era de tristeza, rancor raiva. Seus olhos eram azuis e suas sobrancelhas eram castanhas, puxadas para o loiro. Conclui então que ele era loiro. Depois deste longo olhar refletido á mim, ele retornou a colocar seus óculos e foi embora sem ao menos olhar pra trás. Fiquei confusa, confesso, mais deixei quieto. Aquele não era um bom momento para correr atrás dele e saber quem ele era. Peter também olhava na mesma direção que eu. Acho que ele também reparou á presença do ser desconhecido no velório da minha avó.
Depois de várias horas o corpo iria ser levado para o cemitério. Estava pensando se queria ir mesmo no enterro da minha querida avó, até que Peter interrompeu meus pensamentos:
- Certeza que você quer ir no enterro Hilary?
- N-não, melhor não. – gaguejei um pouco.
- Tudo bem, vamos pegar o carro. – disse Peter colocando seu braço em volta do meu pescoço e me guiando até o estacionamento pago onde ele deixou sua Ferrari.
Saímos do estacionamento e logo tivemos que parar por conta do sinaleiro no final da rua. Estava recostada no vidro do carro e observando as pessoas que passavam pela calçada... Do nada resolvi olhar pro retrovisor e avistei um cara de moto. Ele estava com os mesmos trajes do misterioso lá do velório, só que agora estava sem os óculos e pude ver seus belos olhos azuis, me observando pelo próprio retrovisor. O sinal abriu e Peter tirou o pé do freio, coloquei minha cabeça pra fora curiosa. Quando olhei o motoqueiro havia sumido.

sábado, 11 de maio de 2013

A dream 15


                       Capitulo 15
Peter P.O.V
Desci as escadas pra ir pra sala onde Sr. John estava.
- Ela dormiu.
- Obrigada por segurar esta barra por mim Peter. Você não sabe o quanto me ajudou.
- Não foi nada John. Afinal elas são as mulheres de nossas vidas.
- Só você pra me fazer rir neste momento Peter – disse John soltando um breve e curto sorriso.
- Eai como vão ficar as coisas do velório??
- Vai ser amanhã á tarde. Ás 4 e 30. Melhor a Hilary nem ir pra escola amanhã...
- Eu também não vou não. Vou ficar com minha princesa.
- Obrigada de novo Peter. Não sei o que seria da minha família sem você.
- Já disse que não foi nada. – disse meio envergonhado – Sabe que horas são? É que eu desliguei meu celular!
- São 3 e 30. Melhor você ir pra casa, Samantha e seu pai devem estar preocupados...
- Nossa verdade! Vou avisá-los pelo celular mesmo, não vou deixar minha Hilary.
- Tudo bem. Vou lá com a Mandy. Se quiser qualquer coisa tem na geladeira e no armário. Fique á vontade.
- Obrigada. Vai lá.
Liguei pro meu pai e avisei o que estava acontecendo. Ele concordou que eu deveria ficar com a Hilary hoje. Depois fiquei parado ali no sofá gigante de camurça preto da sala pensando na situação. Minha Hilary devia estar péssima. Ela adorava sua avó. Quantas vezes já almoçamos de domingo na casa dela quando crianças? Quantas vezes já havíamos comidas biscoitos com gotas de chocolate? Ou talvez panquecas com calda? Era a avó dela cara. Porra, ela tinha que morrer justo agora que estávamos voltando?? Coitada, ela não tinha culpa, havia dado a hora dela. E eu sei que agora ela está numa melhor. Mas coitada da Hilary. Ela aparentava tão feliz antes. Ela teve que passar da felicidade a tristeza extrema em segundos. Eu não iria embora com ela desse jeito. Não iria mesmo. Hilary confia em mim. Eu sempre estarei do lado dela quando ela precisar. Não iria deixar meu sonho de infância, adolescência, juventude e nem da minha vida escapar dia algum. Um sonho. Isso que ela era. O meu sonho estava sendo realizado.
- Peter? – ouvi sua voz baixa e tremula saindo do quarto e chegando lá na sala.
Corri escadas á cima, não queria deixa-la esperando. Chegando ao quarto sentei-me na beirada da cama.
- Estou aqui meu amor. Pode falar.
- Me abraça. Me abraça bem forte. – e assim fiz.
Dormimos durante um bom tempo. Repus todas as noites que não havia dormido por conta da insônia e Hilary por conta do calmante que havia dado á ela. Acordamos era 1 hora da tarde. Ela não tinha condições de ficar em pé, ela ainda estava sob efeito do remédio. Coloquei-a debaixo do chuveiro.
- Quente ou gelado ?
- Gelado.
- Melhor quente. Está um pouco frio hoje.
- Então porque perguntou?
Não respondi. Liguei o botão e a água morna começou a cair sobre suas costas. Depois de um bom banho acredito que o efeito havia passado. Descemos as escadas. O almoço ainda se encontrava na mesa. Fomos comer. Havia panquecas. O que com certeza fez com que Hilary lembrasse de sua avó e fizesse-a chorar. Ela não comeu muito bem, mas o que ela comeu já era o suficiente.
Minha pequena estava sendo forte. Isso é como carregar toneladas de chumbo sobre suas costas. Não me imagino passando pela mesma situação. Nem mesmo sendo forte o suficiente pra aguentar tanta pressão. Minha pequena é guerreira. Ela consegue. Eu sei que consegue.
Hilary vestiu-se de um vestido preto e de um sobretudo da mesma cor e mesmo tamanho do vestido. Colocou botas até o joelho. Ela estava vislumbrante, mais isso não era hora de ficar apreciando sua beleza. Colocou também um óculos para esconder seus olhos inchados de choro. Sua mãe vestiu-se igualmente a filha. Elas eram lindas. Fomos pro velório. Lá encontrava-se mais a família do Sr. John do que da Mandy. Pois Pettie tinha apenas 2 filhas, Mandy e a madrinha de Hilary.
Entramos na grande sala para ver o defunto. Não larguei da mão de Hilary nem sequer um minuto. Se caso ela desabasse em choro outra vez, eu estaria ali...

sexta-feira, 10 de maio de 2013

A dream 14


                      Capitulo 14
Hilary P.O.V.
Eu sabia que da primeira vez ele estava sendo gentil... Nessa segunda ele foi bem mais grosso, mais selvagem, mais Peter... E sinceramente eu prefiro assim. Gosto de coisas mais fortes, assim como gosto de bebidas mais fortes, de caras fortes, de sexo forte. Mas enfim... As duas vezes foi sensacional e eu tenho certeza que iriam ter vários outras vezes assim. Ele é incrível. Um sonho.
Deu a hora de ir embora, nos trocamos e ele me levou até em casa. O porteiro/segurança havia aberto o portão pra gente. Ele me olhou de modo estranho. Meio que com dó de mim. Porque?? Enfim... Continuamos o caminho. Minha casa, ou melhor, a mansão dos meus pais, localizava-se bem no fim da rua. Não tinha como não vê-la, ela era a maior e a parede era vermelha com o portão dourado. Nada chamativo. Peter estacionou o carro bem em frente e nós entramos... Minha mãe estava encolhida na parede da sala. Aparentava estar chorando. Corri até ela.
- Mãe você está chorando?? – falei já agachada junto dela e abraçando-a
- Filha tem uma coisa que você precisa saber... 
A pior coisa do mundo é ver minha mãe chorando. Eu não sabia o que fazer. Eu só queria que ela parasse de chorar e soltasse uma daquelas belas gargalhadas de sempre. Que ela abrisse aquele sorriso lindo. Que foi o primeiro e mais belo que vi assim que nasci...
- Então fala mãe – falei já histérica e começando a chorar mesmo sem saber do que se tratava. Sabia que não era boa coisa.
- A sua vó filha, ela... ela... – Minha mãe não conseguia acabar a frase mas já sabia o que realmente tinha acontecido.
Minha avó, Pettie estava internada fazia um mês já. O estado dela era ruim, mas tinha pensado que ela era forte o bastante pra superar mais essa. Me enganei. Ninguém é forte o tempo todo. E ela já havia sido forte tantas outras vezes. Ela havia falecido. Ela se fora. O que será de mim agora? O que será da minha mãe sem a mãe dela? O que será da nossa família agora? Faltaria algo pelo resto de nossas vidas...
- Não mãe... ela não pode..
- Sim filha...
- Cadê papai??
- Foi no hospital ver como vai ficar os assuntos do...
- Velório... – disse em prantos
De repente senti alguém me abraçando e abraçando minha mãe. Era Peter. Por um momento havia esquecido de que ele ainda estava ali.
- Calma. Calma, vai passar..
- Não, não vai Peter. Ela se foi. Não tem mais ela aqui.
- Não importa o que aconteceu. Ela sempre estará do lado de vocês, vendo vocês. Ela nunca vai se esquecer de vocês.
- Ela se foi Peter... – disse mamãe chorando no ombro dele assim como eu.
- Ela nunca sairá do coração de vocês... Bola pra cima. Ela está numa melhor agora, não está sofrendo, não está com dor. Ela está livre do sofrimento. E ela não gostaria de ver vocês chorando. Tenho certeza que ela quer ver o sorriso de vocês duas neste momento. Quem nos garante de que ela não esteja aqui agora conosco??
- Ela se foi Peter – disse eu e mamãe juntas
Peter sabia que nada, exclusivamente nada, naquele momento iria nos tirar daquele estado. Então parou de falar, ficamos ali todos abraçados. Ele podia não entender o que sentíamos, mas foi ele quem nos acalmou. Papai chegou e ainda estávamos em prantos no canto da parede da sala. Ele foi até nós me deu um beijo carinhoso na testa e pegou mamãe no colo. Olhou pro Peter e apenas disse:
- Cuida dela pra mim.
Peter assentiu com a cabeça e continuou ali comigo no chão. Eu sabia que por nada nesse mundo ele iria me deixar. Ele era meu ombro amigo, minha mão direita. Ele era meu apoio pra vida inteira...
Quando me acalmei um pouco Peter me pegou no colo e levou-me pro quarto. Colocou-me na cama e deitou-se do meu lado. Ele sabia exatamente o que fazer. Simplesmente me abraçou. Foi o abraço mais confortável que havia recebido na minha vida. Ficamos ali horas e horas. Ele havia mexido em seu celular. Provavelmente tinha desligado ou pelo menos colocado no silencioso.
Tinha cochilado um pouco e quando acordo tinha um copo d’água na escrivaninha e um comprimido branco. Peter ainda estava lá comigo. Devia ser umas 3 horas da manhã já. 
- Beba, você vai se sentir melhor.
Assim o fiz. Depois de uns 15 minutos o remédio começou a fazer efeito. Senti moleza em meu corpo e ficava cada vez mais sonolenta.
- Eu te amo Hilary. – foi as últimas palavras de Peter que ouvi antes de cair num sono bem profundo...


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terça-feira, 7 de maio de 2013

A dream 13


                                          Capítulo 13
Peter P.O.V.
Não aguentava mais me segurar. Hilary realmente me deixava excitado, estando ou não com roupa. Só de ouvir ela dizer coisas pervertidas pra mim eu fico excitado. Hilary nem parecia ela. Parecia outra pessoa na hora da transa. Ela me deixava louco. Enquanto estava pensando no quanto ela é gostosa, ela já havia tirado minha blusa, desabotoado e descido o zíper do meu jeans. Resolvi ficar no controle. Virei-a e prensei-a no colchão de casal. Chupei cada canto de seu pescoço fazendo-a arfar. Tirei seu sinto vermelho, desamarrei seu vestido fazendo-o escorrer pelo seu corpo. Acabei de arrancá-lo por completo deixando ela só de calcinha e sutiã, que logo não estariam mais ali. Ela tirou o restante da minha jeans deixando-me só de cueca box. Desci meus lábios por entre seus peitos, abrindo o feche de seu sutiã que localizava-se bem ali. Assim que ele abriu, seus peitos vazaram pra fora, lambi o bico de um deles... Como aquilo era bom. Ela me olhava com tesão e com um sorriso malicioso no rosto. Desci um pouco mais, beijei sua barriga, tirei sua calcinha e comecei a brincar com sua vagina. Lambia cada vez mais devagar. Estava torturando ela... Até que ela deu o bote. Me virou e ficou em cima de mim. Retirou minha cueca box com rispidez. Começou alisar meu amigo, já ereto. Aquilo sim me deixava louco. Louco de tesão eternamente. Senti leve mordiscadas e lambidas, até que senti que ia gozar. Depois disso ela começou a rebolar em cima do meu membro. Não aguentava mais aquele joguinho dela. Virei-la com tudo e penetrei-a de uma vez. Ela gemeu loucamente. Agora sim eu estava gostando. Mudamos de posição, desta vez deixei-a de quatro pra mim. [...] Chegamos ao nosso ápice juntos. Para recompensar toda a minha brutalidade e todo meu machismo para com ela, dei-lhe um beijo carinhoso. Ela sorriu e simplesmente disse que me amava.