Capitulo 31
Hilary P.O.V
A uma semana
não vou mais na escola, não importa, jája vem as férias, depois reponho fazendo
trabalhos extras. Liah ainda continuava internada em estado grave. Vinha ao
hospital todos os dias de tarde até noite. Quando ela melhorava eu podia entrar
para visita-la junto com seus pais, os meus, Dustin e Peter. Alguns de seus
cortes já haviam sido cicatrizado, com a ajuda de pomadas e remédios, outros
infeccionaram...
A principal
preocupação dos médicos era com os olhos dela, eles não tem certeza mas acham
que ciscos de vidros entraram em seus olhos e prejudicaram suas córneas.. Ela
acabara de entrar numa sala de cirurgia. Se tudo ocorrer bem Liah volta ao
normal, se não, poderá voltar cega de algum dos olhos. Estamos todos muito
preocupados, principalmente Dustin, por incrível que pareça. Seus pais já
haviam chegado de viagem e estão apoiando muito ele.
Já faz uma
hora que os médicos e Liah entraram na sala, estou preocupada, eu e todos que
estão esperando. Peter foi tomar banho, meus pais estão em casa. Aqui só está
eu, os pais de Liah e o Dustin.
- Dustin meu
filho vai pra casa, vai ficar tudo bem, vamos ficar aqui por ela.
- Não, eu não
vou. Vou esperar, ela ainda está ruim, e vou ficar até que alguém me prove o
contrário.
- Dustin você
precisa de tempo pra ti mesmo, vá pelo menos tomar um ar. Vá tomar um banho... – insistiu
mãe de Liah
- Eu não vou.
- Dustin,
vamos conversar comigo lá fora, eu te peço. – Tentei
- Tá bem.
Eu encaminhei
Dustin até lá fora do hospital. Não sei ele, mais precisa de ar puro, pelo
menos um pouco. Logo que saímos da porta á fora, inspirei fundo. Como diz minha
mãe, “cheira flor, apaga a vela” .. Minha mãe é meio retardada. kkk
Sentei num
banco que havia na pracinha de frente ao hospital. Dustin fez o mesmo. Ele
olhava pro chão. Eu olhava pra ele. Puxei assunto
- Dustin oque
realmente aconteceu no quarto??
- Quer que eu
te conte desde o começo??
- De
preferencia...
- Bom, eu
entrei no quarto e sentei ao seu lado, não lembro sobre o que conversamos mais
lembro que a fiz sorrir – vi um sorriso espontâneo em sua boca de repente
surgir – ela fez esforço pra se levantar e parou na minha frente, eu me
levantei e a abracei-a bem forte. Ela me pediu pra procurar seu celular.
Procurei no quarto não estava, no closet não estava. Ela ainda estava em pé,
fui no banheiro e ele estava em cima da pia – seu sorriso sumiu – foi quando
ouvi um barulho e corri pro quarto de novo. Liah estava no chão, caída de forma
desengonçada. Ai você entrou, e foi assim, que tudo começou.... – ele estava
fixado em algum ponto do chão que nem piscava.
- Entendi...
– não sabia oque falar.
- Eu prometi
pra ela
- Prometeu o
que pra ela??
- Que nunca
mais deixaria ela sozinha...
- Mas ir na
sua casa e dormir um pouco não é deixa-la sozinha Dustin
- Eu fui no
banheiro á uns 2 metros de distância dela e deu merda. Você ainda quer que eu
vá á mais de 200 km longe dela – seu tom de voz tinha aumentado
- Calma, foi
só uma suposição...
- Tô calmo,
porra.
- Dustin –
olhei incrédula pra ele
- Desculpa,
podemos voltar pra sala de espera ??
- Tá!
Fomos devagar
pra sala, até que vimos um médico conversando com os pais de Liah, Dustin
correu, eu apenas apressei os passos. Pude apenas ouvir o finalzinho da
conversa
- Está tudo
bem com Liah, era o que pensávamos, apenas ciscos de vidros, e admito, não
poucos, haviam mais do que esperado, por isso a cirurgia demorou tanto tempo.
Há mais detalhes que serão dito á vocês. Agora preciso ir. Mesmo que esteja em
horário de visitas, Liah não poderá receber nenhuma, até porque está em coma.
Tenham uma boa noite.
Senti que o
clima estranho havia sumido e de repente Dustin me abraçou. Fiquei surpresa,
mas retribui o abraço.
- O que está
acontecendo aqui? Posso saber? – Peter chegou
- Liah está
bem amor, ela já saiu da cirurgia. Só que ela está em coma – falava comendo as
palavras, tinha me assustado com a chegada dele.
- Hum... – me
deu um breve selinho. Que fofo estava com ciúmes.
- Você veio
me buscar?
- Sim, você
tinha pedido... passei na sua casa e sua mãe arrumou algumas roupas suas. Você
vai dormir lá em casa hoje. – me abraçou por traz, arrumou meu cabelo de lado e
beijou meu pescoço me arrepiando toda – Hoje á noite é nossa – sussurrou no meu
ouvido
Dei um
sorrisinho, e me virei de frente á ele e dei vários beijinhos nele. Me despedi
de todos e fui embora com Peter.
“Hoje a noite
é nossa”.
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