segunda-feira, 15 de julho de 2013

A Dream 31

Capitulo 31
Hilary P.O.V
A uma semana não vou mais na escola, não importa, jája vem as férias, depois reponho fazendo trabalhos extras. Liah ainda continuava internada em estado grave. Vinha ao hospital todos os dias de tarde até noite. Quando ela melhorava eu podia entrar para visita-la junto com seus pais, os meus, Dustin e Peter. Alguns de seus cortes já haviam sido cicatrizado, com a ajuda de pomadas e remédios, outros infeccionaram...
A principal preocupação dos médicos era com os olhos dela, eles não tem certeza mas acham que ciscos de vidros entraram em seus olhos e prejudicaram suas córneas.. Ela acabara de entrar numa sala de cirurgia. Se tudo ocorrer bem Liah volta ao normal, se não, poderá voltar cega de algum dos olhos. Estamos todos muito preocupados, principalmente Dustin, por incrível que pareça. Seus pais já haviam chegado de viagem e estão apoiando muito ele.
Já faz uma hora que os médicos e Liah entraram na sala, estou preocupada, eu e todos que estão esperando. Peter foi tomar banho, meus pais estão em casa. Aqui só está eu, os pais de Liah e o Dustin.
- Dustin meu filho vai pra casa, vai ficar tudo bem, vamos ficar aqui por ela.
- Não, eu não vou. Vou esperar, ela ainda está ruim, e vou ficar até que alguém me prove o contrário.
- Dustin você precisa de tempo pra ti mesmo, vá pelo menos  tomar um ar. Vá tomar um banho... – insistiu mãe de Liah
- Eu não vou.
- Dustin, vamos conversar comigo lá fora, eu te peço. – Tentei
- Tá bem.
Eu encaminhei Dustin até lá fora do hospital. Não sei ele, mais precisa de ar puro, pelo menos um pouco. Logo que saímos da porta á fora, inspirei fundo. Como diz minha mãe, “cheira flor, apaga a vela” .. Minha mãe é meio retardada. kkk
Sentei num banco que havia na pracinha de frente ao hospital. Dustin fez o mesmo. Ele olhava pro chão. Eu olhava pra ele. Puxei assunto
- Dustin oque realmente aconteceu no quarto??
- Quer que eu te conte desde o começo??
- De preferencia...
- Bom, eu entrei no quarto e sentei ao seu lado, não lembro sobre o que conversamos mais lembro que a fiz sorrir – vi um sorriso espontâneo em sua boca de repente surgir – ela fez esforço pra se levantar e parou na minha frente, eu me levantei e a abracei-a bem forte. Ela me pediu pra procurar seu celular. Procurei no quarto não estava, no closet não estava. Ela ainda estava em pé, fui no banheiro e ele estava em cima da pia – seu sorriso sumiu – foi quando ouvi um barulho e corri pro quarto de novo. Liah estava no chão, caída de forma desengonçada. Ai você entrou, e foi assim, que tudo começou.... – ele estava fixado em algum ponto do chão que nem piscava.
- Entendi... – não sabia oque falar.
- Eu prometi pra ela
- Prometeu o que pra ela??
- Que nunca mais deixaria ela sozinha...
- Mas ir na sua casa e dormir um pouco não é deixa-la sozinha Dustin
- Eu fui no banheiro á uns 2 metros de distância dela e deu merda. Você ainda quer que eu vá á mais de 200 km longe dela – seu tom de voz tinha aumentado
- Calma, foi só uma suposição...
- Tô calmo, porra.
- Dustin – olhei incrédula pra ele
- Desculpa, podemos voltar pra sala de espera ??
- Tá!
Fomos devagar pra sala, até que vimos um médico conversando com os pais de Liah, Dustin correu, eu apenas apressei os passos. Pude apenas ouvir o finalzinho da conversa
- Está tudo bem com Liah, era o que pensávamos, apenas ciscos de vidros, e admito, não poucos, haviam mais do que esperado, por isso a cirurgia demorou tanto tempo. Há mais detalhes que serão dito á vocês. Agora preciso ir. Mesmo que esteja em horário de visitas, Liah não poderá receber nenhuma, até porque está em coma. Tenham uma boa noite.
Senti que o clima estranho havia sumido e de repente Dustin me abraçou. Fiquei surpresa, mas retribui o abraço.
- O que está acontecendo aqui? Posso saber? – Peter chegou
- Liah está bem amor, ela já saiu da cirurgia. Só que ela está em coma – falava comendo as palavras, tinha me assustado com a chegada dele.
- Hum... – me deu um breve selinho. Que fofo estava com ciúmes.
- Você veio me buscar?
- Sim, você tinha pedido... passei na sua casa e sua mãe arrumou algumas roupas suas. Você vai dormir lá em casa hoje. – me abraçou por traz, arrumou meu cabelo de lado e beijou meu pescoço me arrepiando toda – Hoje á noite é nossa – sussurrou no meu ouvido
Dei um sorrisinho, e me virei de frente á ele e dei vários beijinhos nele. Me despedi de todos e fui embora com Peter.

“Hoje a noite é nossa”.

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