Capitulo 30
Dustin
P.O.V.
Eles me
empurraram porta á fora. Injustiça isso. Quero minha Liah, não posso deixá-la
de novo sozinha. Eu deixei duas vezes e as duas deus merda. MUITA MERDA. Eles
fecharam a porta na minha cara. Incrível que pareça eu estava chorando. Dei um
soco na parede ao lado, só fez barulho e rachou um pequeno pedaço de 5
centímetros da parede. Se eu não estivesse chorando pela Liah, provavelmente
estaria chorando de dor. Quem estava naquele corredor se assustou com meu
gesto, mas ninguém foi me perguntar o que tinha realmente acontecido. Encostei
na mesma parede e fui deslizando até sentar ao chão. Fiquei ali horas e horas,
esperando por uma resposta, por uma notícia, esperando Liah ficar melhor. Toda
vez que alguém chegava perto da porta do lado de dentro da sala, me levantava
para alguém sair e der uma notícia boa. Mas nada, ninguém saía, ninguém me
ajudava.
Eles tinha
entrado na sala 1 hora e 46 da manhã, saíram de lá 2 e 24. Durante esse tempo
não adormeci nada, nem se quer cochilei. Fiquei ali sentado na porta do humilde
quarto de Liah. Quando abriram a porta, meio que cai para trás, a enfermeira me
pediu desculpa eu apenas assenti.
- Desculpe
senhor, não é hora de visita. Ela está cansada e muito fraca.
- Mais ela
está acordada doutor?
- Creio que
sim, creio que não. Mais ela não vê nada por enquanto.
- Você
poderia me explicar o porque disso doutor? Preciso muito saber...
- A pupila
dela está muito embaçada, deve ter algo nos olhos dela que não podemos retirar
agora. Precisamos saber primeiro o que é isso. Retiramos algumas amostras de
sangue para vários exames. Não se preocupe ela está bem.
- Ela
consegue ouvir, sentir, falar pelo menos??
- Sim, e ah
você conhece um tal de Dustin?
- So-sou eu
doutor. Ela chamou por mim?
- Durante
todas as vezes que estava consciente. Olha rapaz, ela deve gostar muito de
você. Não deixa ela sozinha de novo não. Pode ser perigoso.
- Obrigada
doutor, por tudo. Não tenho como agradecer pelo o que você fez por... nós.
- Vá pra casa
meu filho. Ela está em boas mãos.
- Não vou
deixa-la sozinha de novo...
- Não conte
pra ninguém e não á perturbe, mesma quando ela acordar. Vou deixar você dormir
no quarto com ela. Vou mandar trazerem um sofá e cobertas pra você.
- Obrigada
doutor. – a única coisa que consegui falar
Entrei no
quarto mas fiquei na porta á observando de longe. Precisava fazer oque o médico
disse, se não eu não teria essa chance de dormir aqui com ela. Dois enfermeiros
chegaram com um pequeno sofá branco, mas confortável. Dei passagem, eles
colocaram o sofá bem no canto do quarto, o mais longe de Liah. Eles foram embora. Eram só eu e Liah
novamente. Mesmo não podendo, empurrei o pequeno sofá para mais perto de Liah.
Pra falar a verdade coloquei bem do lado dela. Deitei, me cobri e virei pra
ela, observando-a até que...
- Dustin, é
você??
- Sim Liah,
sou eu.
- Fica comigo
Dustin, não me deixa sozinha...
- Nunca mais
vou deixar Liah, nunca mais. – peguei a mão dela e apertei devagar
- Eu te amo
Dustin.
- Eu te amo
Liah.
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