sexta-feira, 12 de julho de 2013

A Dream 30

Capitulo 30
Dustin P.O.V.
Eles me empurraram porta á fora. Injustiça isso. Quero minha Liah, não posso deixá-la de novo sozinha. Eu deixei duas vezes e as duas deus merda. MUITA MERDA. Eles fecharam a porta na minha cara. Incrível que pareça eu estava chorando. Dei um soco na parede ao lado, só fez barulho e rachou um pequeno pedaço de 5 centímetros da parede. Se eu não estivesse chorando pela Liah, provavelmente estaria chorando de dor. Quem estava naquele corredor se assustou com meu gesto, mas ninguém foi me perguntar o que tinha realmente acontecido. Encostei na mesma parede e fui deslizando até sentar ao chão. Fiquei ali horas e horas, esperando por uma resposta, por uma notícia, esperando Liah ficar melhor. Toda vez que alguém chegava perto da porta do lado de dentro da sala, me levantava para alguém sair e der uma notícia boa. Mas nada, ninguém saía, ninguém me ajudava.
Eles tinha entrado na sala 1 hora e 46 da manhã, saíram de lá 2 e 24. Durante esse tempo não adormeci nada, nem se quer cochilei. Fiquei ali sentado na porta do humilde quarto de Liah. Quando abriram a porta, meio que cai para trás, a enfermeira me pediu desculpa eu apenas assenti.
- Desculpe senhor, não é hora de visita. Ela está cansada e muito fraca.
- Mais ela está acordada doutor?
- Creio que sim, creio que não. Mais ela não vê nada por enquanto.
- Você poderia me explicar o porque disso doutor? Preciso muito saber...
- A pupila dela está muito embaçada, deve ter algo nos olhos dela que não podemos retirar agora. Precisamos saber primeiro o que é isso. Retiramos algumas amostras de sangue para vários exames. Não se preocupe ela está bem.
- Ela consegue ouvir, sentir, falar pelo menos??
- Sim, e ah você conhece um tal de Dustin?
- So-sou eu doutor. Ela chamou por mim?
- Durante todas as vezes que estava consciente. Olha rapaz, ela deve gostar muito de você. Não deixa ela sozinha de novo não. Pode ser perigoso.
- Obrigada doutor, por tudo. Não tenho como agradecer pelo o que você fez por... nós.
- Vá pra casa meu filho. Ela está em boas mãos.
- Não vou deixa-la sozinha de novo...
- Não conte pra ninguém e não á perturbe, mesma quando ela acordar. Vou deixar você dormir no quarto com ela. Vou mandar trazerem um sofá e cobertas pra você.
- Obrigada doutor. – a única coisa que consegui falar
Entrei no quarto mas fiquei na porta á observando de longe. Precisava fazer oque o médico disse, se não eu não teria essa chance de dormir aqui com ela. Dois enfermeiros chegaram com um pequeno sofá branco, mas confortável. Dei passagem, eles colocaram o sofá bem no canto do quarto, o mais longe de Liah.  Eles foram embora. Eram só eu e Liah novamente. Mesmo não podendo, empurrei o pequeno sofá para mais perto de Liah. Pra falar a verdade coloquei bem do lado dela. Deitei, me cobri e virei pra ela, observando-a até que...
- Dustin, é você??
- Sim Liah, sou eu.
- Fica comigo Dustin, não me deixa sozinha...
- Nunca mais vou deixar Liah, nunca mais. – peguei a mão dela e apertei devagar
- Eu te amo Dustin.

- Eu te amo Liah.

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