sexta-feira, 12 de julho de 2013

A Dream 27

Capítulo 27
Hilary P.O.V
Estava me arrumando pra ir pra escola quando Christian, o pai de Liah me ligou desesperado. Ele estava gaguejando muito, parecia estar chorando. Espera. Aquilo já havia me assustado. O Christian, que sempre foi alegre, brincalhão com todos estava chorando?? Aquilo sim seria de extrema importância. Parei tudo oque estava fazendo para ouvi-lo. Parecia que Liah e sua Mãe estavam no fundo gritando uma com a outra.
- Hilary é você querida? – ele gaguejava demais, muito, muito mesmo – Me ajuda Hilary, por favor, não sei mais o que fazer com essas duas. Elas estão brigando já faz um bom tempo. – ele não me deixava responder. – me ajuda Hilary, vem pra cá. Liah precisa de você.
- CALMA CHRISTIAN  - gritei tentando acalmá-lo. Estava desesperada assim como ele. O que deu na Liah pra brigar com sua mãe assim do nada?? Elas sempre se deram muito bem, muito bem demais. – Calma – repetia. – Estou indo prai agora, me espera e aguente firme.
- Tá – sua voz era trêmula.
[...]
 - PAI. PAI. PAI. Levanta. Rápido. Me leva lá na Liah, ela está brigando com sua mãe.
Meu pai levou um susto, mas acordou rapidamente e mesmo sem trocar de roupa, só com o roupão preto dele, pegou as chaves do carro e me levou em 7 minutos pra casa dela. O Christian estava eufórico, seus olhos inchados, acho que de tanto chorar ou gritar.
- Cadê elas? – ele apontou pra cima, nos quartos – vou lá!!
Subi as escadas rapidamente. Entrei no quarto do Christian, elas não estavam ali. Entrei no estúdio de dança, também não. Estavam no quarto de Hilary. A cama dela estava arrumada. A porta do closet fechada. Estavam no banheiro.
O espelho estava quebrado. Alguma coisa havia sido jogada nele, ou alguém deu um soco nele. Isso a segunda opção estava mais precisa. A mão de Liah estava toda cortada. Não só a mão, os pulsos e algumas partes de sua cintura. Todos seus perfumes estavam quebrados no chão. Ela estava nua e chorando muito. Tirei um pouco os cacos de vidro de perto dela. Me sentei e abracei-a. Ela deitou em meu ombro e desabou em choro. Fechei a porta do banheiro com um dos pés e ficamos ali por 2 horas aproximadamente.
Fui catando os cacos devagar e colocando dentro da pia enquanto ela chorava e me contava o que tinha acontecido. Fiz ela tomar outro banho, amenizando um pouco o sangramento dos cortes. Sim, ela se cortou. Mas tudo começou quando ela deu um soco no espelho e cortou sua mão, viu o sangue e quebrou o resto dos perfumes, escorreu e caiu, cortando os pulsos e a cintura sem ter intenção alguma. Ela não me contou porque quebrou o espelho, apenas disse que foi ela quem o quebrou. Sua mãe se assustou foi ver o que havia acontecido e ver a filha naquele estado em prantos não lhe fez bem. Sua mãe, muito religiosa começou a gritar com “Deus”, olhando para cima. E Liah retrucava a mãe, dizendo que não era culpa de ninguém, apenas dela.
“A única culpada daqui sou eu. A culpa é toda minha. E agora eu estou pagando por isso. Só eu posso pagar”. Ela disse á mim o que falava pra sua mãe, sem piscar os olhos, olhando diretamente para o espelho quebrado. Tirei á do transe enrolando-a numa toalha branca. Alguns dos cortes ainda estavam sangrando. Tinha que fazer curativos logo, antes que a toalha branca ficasse vermelha como a anterior. Peguei alguns gases e tapei os cortes. Ela precisava de um psicólogo isso sim.
Tinha esquecido meu celular em casa, a Liah jogou o dela na parede então não tinha como eu avisar Peter nem Dustin do ocorrido. Meu pai já tinha ido trabalhar. Minha mãe também. Os pais de Liah foram tomar um ar no centro da cidade. Ficamos só eu ela. Coloquei uma roupa nela. Fiz ela dormir. Era hora de almoço então liguei no serviço da minha mãe e pedi pra ela trazer meu IPhone. Ela chegou em 15 minutos. Liguei pro Peter e expliquei o motivo de eu não ter ido á aula hoje. Peter provavelmente disse a Dustin. Eles iriam vir pra cá.
- Liah, Peter e Dustin estão vindo pra cá tudo bem??
- Tanto faz, a culpa é minha mesmo.
Ela se culpava toda hora não estava entendendo o porque. Eu queria saber o porque, e eu vou descobrir, se não eu não me chamo Hilary Morris. Os garotos chegaram, fui abrir a porta. Peter me deu um breve selinho.
- Por favor, não se assustem com a casa. E ela está diferente, não fale nada que possa perturbá-la ou irritá-la. Não á olhem de modo diferente. Não fiquem reparando nos cortes. Ela ainda é a mesma.
 - Ela está lá em cima? – Fiz que sim com a cabeça. – Me deixem um pouco sozinho com ela, por favor. – disse apreensivo Dustin
- Tudo bem.

Eu e Peter ficamos olhando Dustin subir as escadas. Juro que vi ele limpando um pequena lágrima.

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