quinta-feira, 27 de junho de 2013

A dream 23

                      Capitulo 23
Hilary P.O.V
Depois do restaurante Peter e eu fomos embora pra casa. Fomos pra minha, afinal. Dustin quem levou Liah, tomara que eles se “acertaram”, Liah tão ingênua nunca admitiu gostar dele. Quando comecei namorar Peter, pela primeira vez, sobravam eles dois. E eles ficavam lá, conversando por horas e horas. Sempre shippei esses dois, só que nunca admitiram o romance.
- Dorme aqui hoje amor, por favor.. – insistia mais que tudo.
- Eu não sei, seu pai vai achar ruim
- Vai nada Peter, ele te adora. Ele sempre gostou de você
- Mais ele vai achar que agente tá fazendo coisa errada. Você sabe que eu não gosto disso.
- Agente não vai fazer nada, só vai dormir junto.
- Mais e se eu quiser fazer?? – ele me jogou na cama e falou sussurrando no meu ouvido. Isso me arrepiou até os pelos da onde nem sabia que tinha.
- Ai é só você me falar meu bem. – sussurrei no mesmo tom.
-  Eu não sei Hi, seu pai..
- Ai esquece meu pai. Pensa em mim
- Tá me convenceu. Porque você sempre faz isso comigo?
- Porque eu te amo. – dei um beijo bem demorado nele. – vamos buscar sua roupa?
- Pra que roupa quando se pode ficar pelado?
- Agora não. – comecei a rir na cara dele, não consegui me segurar. – Vamos sim, só vou trocar de roupa.
- Não demora.
- Tá – falei já dentro do closet e pegando uma calça jeans, até porque já era noite e estava fria. – essa calça está boa?? – perguntei saindo do closet só com a calça e meu sutiã
- Tá sim, agora coloca uma blusa vai que seu pai entra aqui do nada e vê você assim.
- Você tem um medo enorme de meu pai descobrir que eu já não sou virgem neh?
- Não é isso, eu só não quero que ele descubra desse jeito. Eu quero que você fale pra ele e que vocês conversem.
- Ai que careta que você tá hoje hein.
- Careta não, preservador.
- Vamos já estou pronta. – falei já com uma blusa de moletom branca que ia até minhas coxas.
- You’re very sexy Hilary. – ele chegou perto de mim, pegou na minha bunda e puxou meu corpo contra o dele. Aquele corpo no meu, era simplesmente um sonho.
- Hilary você tá acordada filha? – disse meu pai batendo na porta e acabando totalmente com o clima.
- Oi pai? – falei entre o beijo. – tô aqui sim – falei já abrindo a porta
- Ahh só queria dizer que hoje vou subir mais cedo, pra cima com sua mãe.
- Tudo bem pai, já entendi. – falei rindo da cara dele. – Vou lá na casa do Peter buscar roupa pra ele, ele vai dormir aqui comigo esta noite.
- Tá, já entendi essa também. Vê se dorme pelo menos viu.
- Tá pai. A mãe não tá te esperando? – falei e logo esse continuou seu trajeto até o quarto de mamãe.
Fechei a porta e me virei pra Peter. Ele estava tão sensual, naquela roupa. Estava com as duas mãos nos bolsos me olhando sensualmente, meio que faminto de fome, meio que com desejo de mim.
- Agora meu pai já sabe.
- Vamos logo, Hilary. Você me fez pagar um mico danado.
Descemos as escadas e pegamos a moto. Chegamos na casa dele em 20 minutos. Estava mesmo frio, ainda bem que coloquei a blusa de moletom. Logo entramos, cumprimentei Samantha e Carter. Eles estavam jogando cartas. Subimos as escadas e entramos em seu quarto. Hoje ele estava arrumado, provavelmente a empregada tinha arrumado. Ele saiu do closet só com uma blusa de frio nas mãos. Bela roupa que viemos buscar. Já íamos embora mais a mãe deles nos interrompeu.
- Vem jogar com a gente Hilary. Por favor, jogar em dois é muito chato.
- Outro dia Sam, hoje estou com um pouco de dor de cabeça.
- Ahh tudo bem então. Filho toma conta dela. Hilary é muito rara.
- Eu sei mãe. Pode deixar. Tchau.
Ele me puxou pra fora da casa dele. Provavelmente estaria com pressa.
- Espero que você não esteja com dor de cabeça, porque temos coisas melhores á fazer. – comecei a rir com isso. – está rindo porque? Você não quer? – ele me agarrou com tanta força que me deu algo inexplicável em mim, em meu corpo.
- Tá esperando o que pra irmos?
Ele ligou a moto e saiu voando. Ele era o tipo de garoto fofa mais rude, romântico mais grosso, calmo mais aventureiro. Ele é meu Peter, meu sonho. Só meu.
Chegamos em casa em menos de sete minutos, ele correu muito, percebe-se. Ele guardou a moto dele na garagem enquanto eu corri pro meu quarto. Queria que hoje fosse perfeito. Me despi e coloquei minha lingerie, nova e vermelha por acaso. Passei meu perfume, e um gloss cor de boca. E me enrolei no roupão. Ouvi seus passos subindo as escadas. Ele bateu na porta e meu coração acelerou.
- Hilary? – me arrepiei – Hilary você está aqui? – mordi o lábio de nervoso
- Tô no closet, já estou indo. – estava criando coragem o suficiente pra fazer isso de novo.

Iria demorar mais uns 3 minutos. Passado isso fui para o quarto. Peter estava sem a blusa de frio e sem a blusa normal, deixando seu abdômen definido á mostra. E que abdômen hein. Ele me viu e sorriu. Eu estava vermelha de vergonha. Ele se levantou da cama e veio até mim...

sábado, 15 de junho de 2013

A dream 22

                         Capitulo 22
Dustin P.O.V
Era impressão minha ou ela estava dando em cima de mim?? Estou ficando louco, até parece que uma garota como a Liah daria em cima de mim.. Ela é uma tremenda patricinha mimada pelos pais, e tem cara de que gosta de que os homens vem até ela. Mas espera aí.. Foi ela quem me beijou, claro era certeza que eu ia fazer isso. Eu fiz isso. Mais ela quem deu a iniciativa. Meu Deus, eu tenho chances com a Liah. Abri um sorriso enorme quando ela falou “Demais” e ela retribuiu. A mãe dela disse que gostou de mim, foi isso que ouvi mesmo ou estava dormindo ainda?? Preciso ir embora, se não ataco a Liah agora, começa a beijar loucamente e nem me pergunte onde isso iria parar...
- Sua mãe ligou. – enquanto ela falava me ajeitava no sofá
- Ligou, e o que você falou?? – Putz esqueci que ia levar minha mãe no aeroporto.
- Na primeira vez não atendi fiquei com vergonha, mas como ela insistiu em ligar achei que seria importante e falei com ela.
- Eu ia levar ela no aeroporto, ela vai fazer compras lá em Paris.
- É, ela me falou.
- Ela nem perguntou seu nome nem onde estava?
- Falei que você veio fazer um trabalho de escola aqui na minha casa, só que acabou dormindo. Ahh e ela te xingou de folgado. – ela estava rindo cara
- Hhahaha engraçadinha.
- Uai, foi ela quem falou.
- Porque você mentiu pra ela? Porque não falou que eu vim só te trazer mas acabei ficando porque era melhor?
- Desculpa, achei que ela poderia achar ruim, porque afinal, você esqueceu dela.
- Você tem razão.
- Eu sempre tenho razão baby!
- Convencida... – falei com cara de deboche.
- Meu bem eu sou Liah Beadle Parks. Eu sempre tenho a razão.
- Foi bom saber seu nome completo, apesar de eu já saber ele há muito tempo.
- Foi bom porque?
- Pra colocar na nossa futura aliança.
- Ai coitado vai achando.
- Porque não?? Você está louca pra isso.
- Não. De novo o mesmo erro não.
- Nada comigo é erro gata. Acredite. – disse já com a mão na nuca dela, trazendo-a para mais perto. Dei um selinho nela, quando meu celular começa a tocar. Porra porque não deixei no silencioso?
- Vai atende, é seu pai.
- Só um minuto e já volto.
- Tá – ela estava com vergonha, eu sabia disso, ela não levanta a cabeça pra falar comigo. Liah é assim.
“Dustin cel on
- Oi pai
- Onde você tá?
- Tô na casa da Liah, porque?
- Só pra saber. Vou viajar pro Brasil á negócios. Recarreguei seu cartão pra você comer durante esses dias.  Tô indo. Tchau.
- Tchau pai. “
Desliguei o celular e sorri. Cara ia ficar quase uma semana inteira sem ninguém em casa, olha que beleza que é a minha vida.
Virei em direção á Liah, ela me olhava curiosa.
- Meu pai também vai viajar. Olha que lindo. – disse sentando bem ao seu lado, coladinho.
- Hum..
- Mais deixa isso pra lá. Onde estávamos mesmo?? – falei já trazendo ela pra mim e a beijando.
Porra justo agora o pai dela tinha que chegar do serviço. Outro pai nos atrapalhando. Ouvimos a fechadura sendo aberta, Liah me afastou do seu corpo, que estava todo arrepiado. Ele pareceu nem me perceber lá.
- Oi filha.
- Oi pai. – ele andou até o começo da escada quando parou e virou em nossa direção.
- Não vai me apresentar filha?
- Esse é Dustin pai. Ele é lá da escola.
- Prazer Dustin. Filhaa cadê sua mãe? Ela sabe disso? – sorri e acenei com a cabeça
- Ela tá lá em cima pai, provavelmente ela está tomando banho. – apontou pra cima das escadas. – Disso oque pai? – ele não respondeu apenas virou-se e subiu as escadas.
- Liah vamo sair pra comer fora??
- De novo?
- Só perguntei, se você não quiser não vai.
- Você vai me esperar tomar banho?
- Eu espero fazer o que.
- Tá, vou lá, fica aqui hein. É rápido, prometo.
- Tá. Mais vem cá antes. – Puxei ela e dei um longo beijo, mesmo se aparecesse alguém agora eu não iria parar.
Paramos o beijo por falta de folego, ela aproveito e fugiu de mim subindo as escadas. Fiquei olhando seus passos, eram rápidos e largos. Ela era linda, loira, parecia um anjo só faltava as asas brancas. Sua pele era suave, e clarinha. Sua franjinha me encantava. Ouvi sua mãe gritar: Não fica aqui comigo, só mais um pouquinho!! Comecei a rir que nem um retardado, juro. Logo depois o pai de Liah desceu as escadas e se sentou do meu lado no sofá.
- Eai, Dustin não é?
- Sim, Dustin.
- Hum... – não tinha nada pra fala então fiquei na minha, não falei um piu. Peguei meu celular e olhei a hora, 19 e 30, fazia 1 hora já que Liah tinha subido.
- Gosta de jogar X-box ??
- Quando não tem nada pra fazer eu fico jogando.
- Vamo jogar então, já vou avisando eu sou bom.
- é bom você sabe que eu sou ótimo nisso.
Ficamos ali jogando por mais uns 45 minutos.
- Porra não acredito que perdi esse. Cara qual seu truque pros goleiro?
- Ahh eu aperto esse e mais esse aqui, e ele vai no rumo certinho da bola. – falava e indicava o botão no controle. – Eu disse que era ótimo, você num quis acreditar.
- Sorte de principiante isso sim. – o pai de Liah falava sem tirar os olhos da tv de Led e de 42 polegadas. Até sem piscar.
- Desculpe interromper os dois bonitos, mais eu já estou pronta, vamos Dustin. – assustei com a mão de Liah no meu ombro esquerdo, virei-me para vê-la. Ela estava deslumbrante.
- Haa eu disse que era bom nisso. – porra levei um gol, só porque ia ganhar de 8 á 2, agora vou ganhar de 8 á 3. Ninguém faz mais que 2 gols em mim.
- Haa não valeu, eu fui olhar pra Liah. Esse foi roubado.
- Não mandei você ficar olhando minha princesinha.
- Tá chega disso gente. Vamos Dustin. – para a sorte de Liah o jogo tinha acabado.
- Ahh ganhei!! – debochei da cara dele. – Vamos sim Liah. Já estou pronto.
- Como disse: sorte de principiante. Vou treinar mais e eu quero revanche viu.
- Pode deixar Christian, é só pedir pra Liah me chamar.
- Nem precisa da Liah. Vem sábado que vem e chama alguns amigos também.
- Pode deixar, vou chamar o Peter.
- Chega vocês ai, vem pra cá Christian. – falou de cima da escada a mãe de Liah.
- Obrigada mãe. – todos rimos. Eita família legal essa hein.
- Vamos Liah ?
- Vamos.
Me aproveitei um pouco dela. Já fui logo colocando meu braço em volta do seu pescoço, ela apenas riu.
- Está um pouco frio aqui não é melhor você ir lá pegar um casaco??
- Juro que se eu voltar lá eu deito na minha cama e fico.
- Vou passar em casa primeiro. Tudo Bem?
- Tá.
- Segura o vestido viu. Porque hoje você está comigo.
- Tá ohhh careta.
Levei-a até minha casa.  Guardei a moto e guiei ela até meu quarto. Ela estava linda de azul. Fui tomar banho e deixei ela no quarto. Não demorei muito mais quando sai do chuveiro só de toalha vi ela deitada na cama virada pra porta do banheiro.
- Ohhh – disse ela surpresa
- Desculpa mais meu closet tá aqui.
- Tudo bem. Só não esquece que já é 9 horas.
- Mais já ?? – falei já colocando uma cueca dentro do closet. – já estou quase pronto, não sou enjoado pra essas coisas. – sai do closet já com uma calça jeans, sapatos e uma blusa no ombro.
Fui até o banheiro arrumar meu cabelo. Liah veio atrás provavelmente ver como o seu tava, ou simplesmente porque estava entediante ficar deitada na cama. Acabei de arrumar meu cabelo e ela estava lá me olhando pelo espelho e rindo.
- Você tá mesmo afim de sair de casa? – perguntou ela com cara de tédio
- Não muito e você?
- Que bom, vamos ficar aqui mesmo, vamos pedir uma pizza. – propôs  Liah
- Ótimo vai querer ficar aqui em cima ou lá em baixo?
- Qualquer um, estando quente o ambiente.
- Aqui é mais quente, vamos ficar aqui.
[...]
- Já pedi a pizza e daqui 1 hora ela chega – disse Liah desligando meu IPhone e se jogando na cama.
- O que vamos fazer enquanto ela não chega?
- Eu vou ficar deitada aqui, não sei você. – isso fez com que eu me deitasse ao lado dela.
- Sua cama é macia.
- Eu quase não durmo nela.
- Não sei porque. Ela é tão boa.
- Eu não durmo muito bem, tenho insônia.
- Não parecia hoje á tarde.
- Eu sei, é que alguém me fez dormir com cafuné sabe.. – nós rimos e nos calamos.
Ficamos ali olhando pro teto. Liah adormeceu em meus braços. Liguei e desmarquei a pizza. Eu fiquei ali, observando ela dormir. 

A dream 21

                   Capítulo 21
Liah P.O.V
Acho que estou apaixonada de novo. Só que agora é por um deus grego. Fala sério, Dustin é um gostoso. E além do mais ele é carinho e faz de tudo pra me ver sorrir. Eu sinto que ele me quer, eu também quero ele. Mais não sei como dizer ou demonstrar isso pra ele. Ele ia me levar pra casa com sua Hornit. Eu ia poder abraçar ele como sempre quis, ia tirar uma lasquinha dele e qualquer coisa eu dou a desculpa de que eu tenho medo de andar de moto.
- Aqui o capacete Liah.
- Obrigada Dustin, mais quero que saiba que não precisava eu podia pegar um táxi e ir pra casa.
- Eu faço questão Liah – ele ergueu o capacete em minha direção e sorriu. Peguei o capacete da mão dele meio insegura. – você tem medo de andar de moto??
- Um pouco, tenho trauma. Você sabe meu irmão bateu de moto e morreu..
- Ohhh desculpa Liah, não queri..
- Não foi nada agora vamos?
- Vamos. Você quer que eu vá devagar ??
- Não, quanto mais rápido agente for menos de moto eu vou andar.
- Tudo bem, pronta pra andar á mais de 120 km/h ?
- Mais que pronta. – montei na moto atrás dele, logo seu perfume se instalou em meu nariz e dali não sairia tão fácil.
- Se você quiser pode se segurar em mim, eu deixo. Mais é só hoje viu.
- Hhahaha engraçadinho. – mesmo a piada sendo sem graça eu ri mentalmente.
Me agarrei em seu abdômen e poxa, que tanquinho era aquele?? Pelo que me lembro não era tão, tão, tão... assim. Em pensar que tudo isso podia ser meu, era só eu querer... Mais pera aí, quem disse que eu não quero?? Eu quero e muito... Eu tenho certeza que ele estava vendo meu sorriso pelo retrovisor, até porque quando olhei ele estava sorrindo e me vendo. Com certeza minhas bochechas coraram...
Chegamos em casa. Pera, eu não disse onde morava como que ele sabe então?? Desci da moto, tirei o capacete e balancei a cabeça, olhei pro Dustin e ele já estava sem o capacete e passando a mão no cabelo. Ele era lindo de mais.
- Obrigada – disse erguendo o capacete em sua direção  - Me diverti muito hoje.
-  Viu, você pode se divertir só comigo.
- Nada a ver, Peter e Hilary estavam lá.
-  Mas era como se não estivessem...
- Verdade.
Minha mãe abriu a porta de casa viu eu e Dustin conversando e foi em nossa direção.
- Não vai me apresentar Hilary. – Juro que assustei, não tinha percebido a presença dela, devia ser por isso que Dustin estava rindo.
- Ahh, oi mãe, este é o Dustin, um amigo lá da escola.
- Hum... amigo sei. Olá Dustin, como vai?
- Vou bem. – disse ele sorrindo. ( esse sim era um sorriso dos sonhos)
- Éeee mãe, você não vai trabalhar não??
- Nossa é mesmo, já estou atrasada. Beijo, beijo. Juízo Hilary.
- Tá mãe.
Ficamos ali, vendo minha mãe sair do condomínio e depois ficamos um bom tempo conversando lá fora. Tínhamos chegado lá era umas  14 horas e só fomos entrar quando Dustin me pediu água, isso uma 15 e 45. Foi uma longa conversa.
Ele trancou a moto e os capacetes, entrou e admirou minha enorme casa. Sabe não gosto de casas muito pequenas, mias enorme também não era necessário. Pra ajudar a Marie não estava lá, provavelmente estava fazendo compras. Marie é minha empregada. Ao invés de dar água dei-lhe energético. Era a única bebida dali sem ser água. Eu ofereci e ele aceitou. Bebemos quase 1,5 l sozinhos. Só pra destacar o energético era sem álcool. Estava muito calor, deixei ele esperando um pouco e fui tirar aquela calça jeans, aquela roupa toda quente. Vesti-me de um short e uma regata, gosto de roupas despojadas. Desci e ele estava vendo uma foto, minha e do meu irmão. Sinto falta do Austin... mais agora ele está num mundo melhor... Ele se assustou, ele é tão lindo com vergonha...
- Ahh desculpa eu.. eu..
- Você não fez nada Dustin, fique calmo.
- é que... é que...
- Para de gaguejar seu bobo. Quer assistir um filme?
- Ahh... num sei..
- Por que?? Você tem que ir embora já??
- Não sei se você merece.
- Ah para de ser bobo, vamo ou não?
- Depende do filme
- Gosta de terror.
- Pode ser, você não gritando nem me agarrando.
- Ai coitado quem vai me agarrar de medo é você.
- Aée ?? – Ele veio chegando mais perto de mim.
- É. – estávamos frente a frente. Minha mão estava gélida e meu coração acelerado.
Foi eu quem o beijei. Não estava me segurando mais. Primeiro dei um selinho, depois outro, os dois bem devagar e poucos pressionados. Depois ele pegou em minha cintura com uma mão e a outra se dirigiu á minha nuca. Ele pediu passagem por entre meus lábios e eu cedi. Foi um beijo tão bom, não queria que ele tivesse acabado, o duro que nem por falta de ar foi, pois tenho folego já fiz aula de natação. Ele foi interrompido por Marie, que chegou das compras. Ela destrancou a fechadura, paramos o beijo e nos separamos. 
- Hilary você sabe de quem é esta moto que esta aqui em frente? – disse ela sem se virar e sem ao menos ver o Dustin.
- A Marie, ela é do Dustin. Ele vai assistir filme comigo.
- Ahh  - disse ela percebendo a presença dele. – qualquer coisa eu vou estar na garagem arrumando as tralha do seu pai.
- Tudo bem...
Ficamos olhando Marie sair da sala, depois da cozinha e indo pra garagem. Meu pai só faz bagunça naquela garagem. E a gente nem usa ela, nós usamos o estacionamento do condomínio.
Não coloquei o filme de terror pois Marie não gostou da ideia então coloquei qualquer um lá. Eu e Dustin mais conversou do que assistiu o filme, estávamos relembrando os tempos passados da escola. Estávamos numa nostalgia que só ela.
Dustin acabou dormindo, devia estar cansado de ouvir minha voz ou da minha presença. Deitei sua cabeça em meu colo, ele dormia como um anjo, ele era lindo. Comecei a acariciar seu cabelo e fiquei ali durante um bom tempo. Ele só acordou quando minha mãe chegou de sua audiência. Ela é advogada.
Ela entrou na sala e fiz Xiuuuuuuu mas não adiantou nada, o barulho de seu salto acordou ele.
- Desculpa gente.
- Era só ter tirado o salto neh mãe.
- Não foi nada. Já tava na hora de acordar mesmo.
- Bom Desculpa qualquer coisa ai viu Dustin. Vou subir lá pra cima.
- Foi nada.
- Simpático você. Gostei de ti. Viu Liah “GOSTEI DELE” 
- Tá mãe, já entendi sua indireta.
- Beijo, beijo.
- Que hora são Liah?? Eu dormi muito tempo?? Você dormiu também??
- São 5 e 30. Você dormiu bastante. E não, não dormi.
- Porque não?
- Porque tinha alguém no meu colo que não deixava.
- Desculpa.
- Tô brincando. Não dormi porque não quis, fiquei....
- Ficou....
- Fiquei olhando você dormir.
- E eu sou bonito?

- Demais....

A dream 20

                        Capitulo 20
Hilary and  Liah sms on
“ L – Ouuu tô com fome
H – duas então
L – Vamos almoçar fora hoje?
H – Vamos mais e o Peter??
L – Chama ele uai
H – Vou chamar o Dustin tbm viu
L – Tá neh, fazer oque!!  “
Hilary P.O.V
[...]
Eu e os outros babacas da minha vida fomos em um dos maiores restaurantes de Los Angeles.  Comemos e tal. Até comendo Peter era divino. Falando em divindade, Dustin era outra. Como pode dois amigos serem tão gatos?? Geralmente um dos amigos é feio e o outro gostosão, só que com eles era bem diferente. Dois puto de uns gostosos.
Dustin era moreno, cabelo todo pra cima, tinha um tanquinho maravilhoso. Enfim... um deus grego, só não mais que meu Peter.
Dustin era apaixonado por Liah desde quando eu entrei na escola, conheci ela e apresentei-a para eles, só que nesta época ela namorava um menino do condomínio dela então ele deixou ela em paz. Só que agora ela estava solteira e sabia que ele partiria pra cima e foi uma boa ideia termos vindo neste restaurante só nós quatro. Enquanto eu e Peter cochichávamos coisas entre si restava para eles conversar sozinhos. Estava rolando um clima, e que clima eu digo. Eles faziam um par perfeito. Dava pra se ouvir algumas cantadas de Dustin e as risadas da Liah. Dessa vez tinha que rolar alguma coisa entre eles.
- Deixa que eu pago, hoje fica por minha conta – disse Dustin sem tirar os olhos de Liah.
- Tudo bem. – disse dando um beijinho em Peter.
Dustin pegou sua carteira no bolso da Jeans e dali tirou seu cartão de crédito. Pagou a conta que provavelmente não tinha saído barata, e fomos rumo ao estacionamento. Estávamos todos felizes e resolvi ir na frente, mas estava andando de costas e olhando pra Peter quando esbarrei em alguém e minha bolsa e meus pertences caíram no chão.
- Ohhh desculpe, não prestei atenção. Desculpe mesmo... – disse me agachando e já recolhendo alguns dos meus pertences.
O rapaz fez o mesmo e me ajudou com algumas coisas.
- Não foi nada, eu também estava distraído. – disse levantando a cabeça assim como eu.
Aqueles olhos... Da onde os conhecia?? Eles não me eram estranhos. Eram azuis, muito azuis. Sobrancelha meia loira, castanho escura. Espera eu me lembrava deste homem. É o mesmo do velório.
- Desculpe mas te conheço de algum lugar??
- Pode-se dizer que sim. Desculpe mais uma vez. – disse ele já se levantando-se e continuando seu caminho apressadamente.
Peter chegou mais perto e me ajudou a levantar.
- Quem era ele Hilary?
- Eu.. eu... também gostaria de saber.
- Olha o Brother com ciúmes. – zoou Dustin
- Ela é minha, não tem que ficar conversando com qualquer outro.
- Ei, eu só esbarrei nele sem querer.
- Do mesmo jeito mor, você é só minha.
- Só sua.
- Aii meu Deus, melação depois do almoço não neh gente!! – mostrou a língua Liah.
Dustin estendeu a mão á Liah e perguntou : - quer que eu te leve pra casa Liah?? O Peter leva a Hilary.
- Tudo bem, se é assim, sim. – disse Liah aceitando o convite de Dustin e colocando sua mão em cima da dele. – Depois conversamos Hi. Juízo hein.
- Juízo eu tenho amor, só não uso muito. – respondi sorrindo com segundas intenções.
- Cuida dela viu Peter.
- Deixa comigo Liah. Eii Bro não vai dar tchau pro gostosão aqui??
- Larga a mão de ser viado ou – disse Dustin fazendo seu toque com Peter. – Falo Hilary, falo Brother.

- Falo.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

A dream 19

                Capitulo 19
Peter P.O.V
Acordei com meu IPhone tocando. Era o filho da puta do Dustin. Eu só queria dormir mais um pouco.
“ – Alô
- Bro é você cara??
- Claro que é, quem cê acha que iria atender meu celular?? A cozinheira??
- Calma os nervo ai ou... Vai pra escola hoje néh?
- Vou, que horas que é?
- Sei lá deve ser umas 6 e 30
- Queeeeeeeeeeee??
- é por quê?
- Eu tô atrasado cara, depois a gente conversa.
- Tá, falo Bro. “
Caralho eu tô mais que atrasado. Eu tô fudido, tem prova nas primeiras aulas. Corri pro banho. Banho gelado é a melhor coisa do mundo, tirando várias outras coisas, pena que eu não podia ficar ali durante um bom tempo. Sai correndo pro closet, um pouco molhado ainda. Coloquei qualquer calça jeans e qualquer blusa, uma de gola V vermelha, coloquei meu tênis e arrumei o meu cabelo. É super importante pra mim ficar com o cabelo arrumado. Olhei a hora: 6 e 40. Tinha dez minutos pra eu conseguir entrar na escola e guardar o carro ou a moto que iria. Hoje teria que ir de Hornet pra chegar mais rápido, mas mesmo assim a escola é muito longe da minha casa...
- Tô atrasado mãe, nem vou comer hoje. – disse já descendo as escadas
- Achei que você não ia hoje filho.
- Tem prova nas primeiras aulas. – disse já pegando o capacete e a chave da Hornet
- Então acelera!! – cara por isso eu amo minha mãe.
 Corri pra garagem, tirei a capa que estava em cima da Hornet. Ligue-a e acelerei, como minha mãe diz. Estava á 120 km/h, já havia andado mais rápido, mas achei que nesta velocidade chegaria á tempo. Dito e feito, faltava 1 minuto pro portão do estacionamento fechar. Entrei quase voando. O porteiro gritava alguma coisa mais não ouvi nada. Travei a moto, ali ninguém mexia nas coisas dos outros. Amém néh. Cada aluno que contem carteira de motorista tem sua vaga, ainda bem que tenho. Meu Bro, o Dustin, tava me esperando, sua vaga é do lado da minha, foi por isso que ficamos amigos.
- Chegou rápido hein!!
- 120 por hora.
- Você já correu mais rápido vai.
- Eu sei, mais eu cheguei néh
- É e cadê sua bolsa?
- Ai carai, esqueci minha bolsa, como vou fazer a prova?
- Não vai ter mais prova Bro
- E eu corri atoa então??
- Digamos que sim.
- Por que não vai ter mais?
- Porque a professora foi atropelada.
- Da hora.
- Me fala porque você tava sumido cara? Te procurei na sua casa ontem á noite e não te achei, e você nem tava na casa da Hilary, eu fui lá também.
- Eu fui no penhasco, aquele lá que eu te mostrei mês passado, e fui com a Hilary.
- Ah, trouxe seu IPhone??
- Trouxe, porque?? – disse pegando ele do bolso e mostrando pra ele com a mão direita.
- Pra gente ficar conversando na aula cara. Ahhh não pera, não acredito nisso. E isso ai prata no seu dedo?
- Primeiro que não é prata é ouro branco. Segundo que eu pedi ontem.
- Por isso que eu não achei nem você nem ela. E ai trepou com ela??
- Larga de ser vulgar filho da puta.
- Tá mais e ai trepou ou não trepou??
Quando ele falou isso lembrei de tudo que aconteceu com agente. Ela é bem potente meu Deus. Aquela garota me deixa excitado bagarai.
- Digamos que sim, só que não ontem – sorri malicioso
- Ela é boa de cama?
- E porque você quer saber isso posso saber?? Jaja você vai querer saber até em qual posição nós fizemos néh
- Não mais se você quiser contar.
- Filho da puta eu vou arrebentar a sua cara. – corri atrás dele pela escola inteira. Não tinha levado bolsa mesmo, pra mim estava mais fácil, ainda mais quando tinha que desviar das pessoas. Consegui pegar ele no último degrau da escada do refeitório, onde a maioria das pessoas estava. Deixei ele pendurado de cabeça pra baixo, todos olhavam pra nós.
- Repete o que você falou. Repete pra todo mundo ouvi.
- Não duvide de mim Peter, eu posso contar e todo mundo saber.
- Fala que eu te jogo daqui.
- Tá, parei.
- Certeza?
- Vai. – coloquei-o no chão e enfim descemos as escadas. As pessoas já tinham voltado a fazer o que estavam fazendo antes.
Logo, descendo as escadas, vi um brilho refletir nos meus olhos. Hilary, pensei. E era ela mesmo, mostrando a aliança pra Liah. Ela estava linda como sempre, de cabelo preso, um short curto pra variar, uma sapatilha e uma blusa escrita algo. Chamei Dustin pra ir lá comigo, já que ele era gamado na Liah.
- Oi bebê – cheguei por trás e abracei Hilary
- Oi amor – disse ela se virando pra me beijar.
- Oi Liah
- Oi Peter.
- Oi Liah
- Ahh oi Dustin.
- Boa menina viu Hilary – me provocou Dustin
- Eu vou quebrar tua cara já falei – disse irritado e fuzilando ele com os olhos.
- Oque ele está falando Peter?? – perguntou confusa Hilary
- Não foi nada Hi. Esse menino se mete demais onde não deve.
- Hum... – O sinal toca, hoje nossas aulas são todas separadas. Liah numa, Dustin noutra, eu em uma e Hilary em outra. Saco viu.
- Preparem os celulares – disse Dustin
- Já tá na mão – respondeu Liah
- O meu tá no bolso – disse
- O meu tá na bolsa – comentou Hilary.
Cada um foi pra sua sala, mas antes de eu ir pra minha dei um beijo muito bom na Hilary. Ela estava caidinha por mim, afinal que não fica caidinha por Peter Gomez néh. Sim, sou um pouco convencido, mas não sou mentiroso.
Peter and Dustin sms on
D – Não vai me falar mesmo em qual posição?
P – É melhor vc correr quando eu sair daqui, porque eu vou te pegar de jeito
D – Se sabe que eu te amo néh
P – Cai fora ôo sua byba não assumida
D – A Sam aquela gostosa
P – E sua prima cara, ela faz uma transa boa hein, acho que você foi o único que ainda não experimentou, porque a cidade inteira sabe o sabor dela.
D – Minha prima é uma vadia
P – Eu sei Bro
D – Ou tenta arruma a Liah pra mim cara
P – Chega nela seu boiola, ela não vai te dá um fora desse jeito
D – É mais e depois cara? Eu quero ela só pra mim
P – Ai eu já num sei Bro. Vou dá um jeito, calma
D – Eu já falei que te amo?
Peter and Dustin cel off
- Peter Gomez posso saber o que está fazendo ai no fundo?
- Tô sentado assistindo sua aula.
- Me dá esse celular agora.
- Não é um celular qualquer é um IPhone.
- Tem joguinho?
- Tem Subway Surf, Temple Rum e Super Penguins.
- Não tem nenhum caça-palavras não?
- Caça-palavras professora? Eu tenho cara de quem joga caça-palavras?
- Tem ou não ??
- é só baixar, daqui que eu baixo pra senhora.
- Senhorita Peter. E afinal cadê seus materiais??
- Esqueci em casa.
- Não trouxe nem um caderno?
- Nem um lápis se a senhora quer saber.
- Mais é um filho da mãe viu.
- Ainda bem que é da mãe... – a sala inteira riu.
- Vem você vai ler um texto pra sala lá na frente.
- Ahh nãoo...
- Vamos levanta e leia, enquanto eu jogo o joguinho.
- Isso aqui é um texto ou uma biografia?? – disse olhando o tamanho do texto.
- Ainda bem que você sabe identificar este tipo de texto.

Se a professora fosse em mensagens eu estava ferrado. E se Dustin enviar outra ele também estaria ferrado. Comecei a ler aquele texto totalmente entediante.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

A dream 18

                       Capitulo 18
Hilary P.O.V.
Mesmo conhecendo Peter desde criança, desta vez ele realmente me surpreendeu. Nunca pensei que ele poderia me trazer de volta a este penhasco. Vim aqui apenas uma vez com meus pais e os dele. Nunca mais voltamos porque naquele dia eu brincava correndo com Peter e quase me joguei de cima do penhasco. Se não fosse Peter eu estaria morta agora. Foi ele quem me segurou e me abraçou para que eu não me jogasse realmente. Eu era meia louquinha na época. Eu queria experimentar coisas novas, coisas inusitadas. Mas nada acabava certo... Meus pais já até brigaram comigo depois disso e fiquei muito chateada. Por isso hoje eu sou tão quieta, sem fazer nada errado, nenhuma besteira. Não bebo, não fumo, não me drogo, sou isso ai...
Não conseguia parar de sorrir. Eu sabia o que estava prestes á acontecer. Peter realmente estava nervoso. Mas ele também sorria. Ele estava um gato hoje. Aquela calça jeans, aquela blusa branca e seu casaco estavam lindo esculpindo seu lindo, belo e sexy corpo. E só de saber que ele seria só meu...
Não havia lugar melhor pra ele fazer aquilo, ele sempre faz a escolha certa. Ele é o filho que todo pai queria, ele é o genro que sogro desejaria ter. Pena que ele agora é só do meu pai, digamos assim...
Ele segurava minhas duas mãos e olhava profundamente nos meu olhos, provavelmente minhas bochechas estavam coradas de vergonha. O sorriso dele é perfeito, qualquer garota gostaria de ter aquele sorriso só pra ela. Mas não, agora ele é só meu de novo... Ele fez um movimento rápido com os braços, puxando minha mão e me trazendo para mais perto dele. Sua mão esquerda desceu por entre minhas costas, ficando em minha cintura e a outra se dirigiu até minha nuca levando meus lábios até os deles. Já era de se esperar. Cedi á ele, deixando-o percorrer por completo minha boca. Levei uma de minhas mãos até seu cabelo. Nunca vi cabelo mais lindo aquele, macio, sedoso... A outra mão percorria seu abdômen devagar. Neste instante me veio na cabeça todas as outras vezes que isso ocorreu, todos os outros beijos que havia dado nele ou que ele simplesmente roubara de mim. Lembrei-me que meu primeiro beijo foi com ele, quando tínhamos 9 ou 10 anos. Estávamos na casa da árvore em sua antiga casa, do lado da minha, conversando e fazendo um piquenique. Aquele dia foi mágico, acabamos de comer e ele ligou seu pequeno mp2, que na época era a maior novidade de todas as outras, uma música que nós dois gostávamos. Ela não era tão agitada mas também não era tão lenta. Digamos que ela era calma, isso, calma. Ele se levantou e me levantou e me agarrou para dançarmos juntos. Sim, dançamos, mas do jeito que sabíamos na época, um jeito até engraçado. Parecia uma valsa isso sim. Quando a música acabou começamos a rir sem parar, ainda abraçados. Do nada ele parou de rir e começou a me olhar parei de rir também e o fitei preocupada com os olhos.
“ – Que foi? Aconteceu alguma coisa? – perguntei
- Não nada, só tava olhando como você é bonita.
- Ah.. Eu sou??
- Sim, a mais bela de todas. “
Eu nunca vou esquecer esse nosso diálogo, depois disso ele me abraçou forte depois me olhou de novo, me abraçou novamente até que nossos lábios se encontraram. Eu não sabia o que tinha que fazer, mas mesmo assim o fiz. Levei minha mão até seu cabelo, aquele lindo e loiro cabelo. A mão dele estava na sua nuca. O beijo foi parado pois Samantha gritou lá de fora:
“ – Desçam dai logo, já vai escurecer crianças ”
Depois disso Peter me olhou e disse: “ Só falta você aceitar casar comigo.”
Foi um dia tão lindo, eu estava com ele. E olhe agora, eu também estava com ele. Paramos nosso beijo ele olhou no fundo dos meus olhos e disse:
- Me aceita de novo em sua vida como namorado e futuro noivo??
Eu não conseguia responder, eu queria gritar pra todo mundo ouvir que ele era o amor da minha vida mas a voz não saía, eu estava ansiosa, nervosa, eu estava tudo naquela hora.
- Não vai me responder? – ele perguntou nervoso
Como minha voz não saía resolvi fazer algo inusitado, beijei-o com muito amor, pedi passagem e ele cedeu á mim, dessa vez era eu quem estava percorrendo todos os cantos da sua boca. Agora eu tive certeza, do que antes já sabia: Ele era o amor da minha vida. Ele sempre foi mas agora eu tive certeza e ninguém podia tirar isso da minha cabeça. Se alguém perguntasse daqui 50 anos que era o amor da minha, ou melhor, quem É o amor da minha vida eu responderia Peter, mil vezes Peter.
- Isso responde sua pergunta? – disse parando o beijo
- Responde. Claro que responde. – disse ele me dando um selinho e tirando a caixinha branca de dentro do bolso.
A caixinha era linda e a coisa mais fofa do mundo. Ele abriu e com certeza meus olhos brilharam. Havia duas alianças lá dentro. AVA, não acredito que pensei isso. Mais enfim, uma era simples e maior, provavelmente a dele, mas ela brilhava de mais. Creio que elas não eram feitas de prata e sim de ouro branco. O sonho de qualquer garota. A outra era menor, mas brilhava igualmente a outra, mas essa continha algo á mais. Havia uma tira de diamantes. A coisa mais linda deste mundo, tirando Peter é claro. Ele tinha bom gosto. Ele escolheu o jeito da aliança sozinho, aquele dia lá eu estava boiando legal. Ele é lindo. Ele pegou a aliança com diamantes e logo percebi que havia um nome e uma data lá dentro: Peter e provavelmente a data de hoje, ou não. Ele pegou minha mão direita e colocou a aliança em meu dedo. Estendeu a caixinha no meu rumo, peguei a outra aliança e coloquei em seu dedo. As duas couberam perfeitamente. Eu queria dizer o quanto o amava mas eu só conseguis sorrir.
Ele me levantou pela cintura e me rodou, porque ele é perfeito em tudo hein?? Aquele era o momento mais feliz da minha vida. Quando ele me colocou no chão consegui dizer algo que preste em vez de só sorrir...
- Eu te amo Peter.
- Eu te amo Hilary.
Ficamos por ali durante um bom tempo sentamos em cima do penhasco que dava uma das mais belas visões do mundo. Estávamos vendo Los Angeles inteira com suas luzes ligadas. Conforme o tempo muitas das luzes estavam sendo apagadas. Los Angeles estava indo dormir. E nós precisáv­­amos também. Nos levantamos e saímos daquele momento perfeito. Fomos embora. Queria ficar mais com ele, mas amanhã tinha escola. Pensei até em pegar minhas coisas e ir pra casa dele. Mas já era de madrugada e meus pais poderiam estar preocupados. Me despedi de Peter durante uma meia hora, mas assim que ele foi embora já senti saudade.

Adentrei a casa, tranquei as portas. Tirei minha bota pra não fazer barulho e subi as escadas rumo ao quarto. Sentei na cama sem acreditar no que tinha acabado de acontecer. Olhei minha mão e lá estava a aliança. Era linda... Levantei-me e fui rumo ao banheiro me olhei no banheiro e me despi, precisava de um banho. Ao acabar fui no closet e peguei uma blusa qualquer de moletom que ia até minhas coxas, pra dormir aquela estava ótima. Fui até a sacada e fiquei um bom tempo olhando minha mão com a aliança. Peguei-a na mão e li o que estava dentro: “Forever 23/09/2003” . Ora, porque estava 23/09/2003 ?? Não entendi. Fiquei me perguntando um bom tempo sobre aquilo, mas me lembrei de que amanhã tinha aula. Estava fechando a janela a porta da sacada quando percebi que havia um motoqueiro bem adiante olhando em minha direção. Devia ser o namorado de algumas das vizinhas putas que eu tenho. Quando ele percebeu que eu estava olhando em sua direção ele acelerou a moto e saiu do portão do condomínio. Continuei a fechar a porta. Deitei na cama e desmaiei. Amanhã seria um grande dia pra mim...

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A dream 17


                     Capitulo 17
Peter P.O.V.
Minha pequena fez a escolha certa de não ir ao enterro. As pessoas choram mais no mesmo do que no próprio velório....
Engraçado, havia um cara lá no velório que eu ainda não conhecia, será que ele era da família?? Hilary nunca havia me falado dele antes. Ele não parava de olhar para nós dois. Será que ele queria dizer alguma coisa?? Logo ele foi embora, estranhei a presença dele lá. Talvez ele nem seja da família... Enfim, vou aproveitar essa tarde com minha princesinha. Sinto que hoje, mais que tudo, ela está precisando de mim.
- Hilary o que você está fazendo?? – fiquei assustado quando vi ela colocar a cabeça pra fora com o carro em movimento
- Não... não é nada não. – disse ela colocando a cabeça pra dentro e se recostando na porta outra vez
- Certeza? – ela não me respondeu
- Vai pra sua casa ou pra minha casa??
- Tanto faz – Hilary me respondia com a voz muito triste, isso me deu um aperto no coração...
- O que você pensa em fazer agora??
- Qualquer coisa, ela me fazendo esquecer tudo isso.
- Quer ir no shopping?? Eu vou com você, nós vamos juntos.
- Pode ser. – neste instante virei o carro com tudo rumo ao shopping.
No caminho já tinha pensado em tudo no que faríamos no shopping. Filme já era muito clichê. Iriamos no parque de games. Talvez lá ela se divertiria um pouco. Lá tinha montanha russa, locais onde podemos atirar em inocentes patos. Entramos no shopping. Ela, linda e sensual com seu vestido, sobretudo, e botas pretas chamou a atenção de muitos. O dia estava escurecendo, o Sol estava se pondo e o frio aumentava cada vez mais. Pelo menos Hilary já estava prevenida com seu sobretudo. Ela caminhava rumo ao cinema. Soltei da mão dela e parei no meio do shopping, coloquei as mãos nos bolsos e sorri. Ela andou mais um pouco e quando percebeu que fiquei para trás ela se virou e me olhou.
- Vai ficar ai??
- E quem disse que a gente vai no cinema??
- A não?? E aonde nós vamos?? – disse ela vindo até mim e me dando um beijo curto.
- No parque de games baby.
- Awwwwwwwwwwwwn que bonitinho.
Peguei em sua mão e a levei pro parque. Começamos a nos divertir com o básico. Quando percebi que ela já estava sorridente e que provavelmente ela tinha esquecido, mesmo que seja por um breve instante, o fato de a avó dela ter falecido, levei-a para a montanha russa. Ela ria como nunca. E só o fato de ela sorrir faz com que meu dia se alegra. Tiramos milhares e milhares de foto no meu IPhone. Iria fazer uma surpresa com essas fotos no aniversario dela, que por sua vez estava próximo.  Já eram 9 horas da noite. Eu estava exausto, não sei ela. Mas ainda sorriamos, como duas crianças após ganharem uma caixa inteira de chocolate. Ainda faltava a melhor parte do nosso dia.
Havia marcado nesta data para pegar nosso anel de compromisso, nossa aliança. Ela não fazia ideia de onde estávamos indo. Talvez ela não tinha prestado atenção na minha conversa com aquela moça morena. Entramos naquela joalheria, gelada pelo ar condicionado, cercada de joias, de diamantes, rubis... A moça morena logo me reconheceu, me lançou um olhar e um sorriso e logo em seguida partiu rumo á outra sala, provavelmente buscar nossas alianças. Depois de cinco minutos, aproximadamente, ela voltou com um buquê de rosas vermelhas, uma caixinha branca de camurça e entregou em minhas mãos. Olhei pra Hilary e ela sorriu, ela sabia o que estava prestes a acontecer. Seus olhos brilhavam mais que tudo e seu sorriso era de orelha a orelha. Entreguei-lhe o buquê  sem dizer nada. Peguei em sua mão e sai andando. Por um breve momento vi que seu sorriso se desmanchara, mas aquilo não importava logo seu sorriso voltaria, peamos o carro e saímos dali.
Levei-a para um lugar distante da cidade, mas era um penhasco onde dava para ver por completo a mesma. Era uma visão esplêndida, a mais bela que conhecia na minha vida, ainda mais á noite com todas as luzes da cidade ligada. Quando criança eu e nossos pais a trouxemos aqui. Naquele dia ela tinha amado este lugar e com certeza amaria hoje. Desci do carro. Abri a porta pra ela. Ela desceu e me olhou feliz. Ela tinha se lembrado deste lugar. Eu sabia que ela se recordaria. Ela havia deixado o buquê no carro, em suas mãos não havia mais nada. Levei-a para o fim daquele penhasco. Estava com vergonha, senti minhas bochechas corarem. Mas já havia ensaiado esta cena várias e várias vezes, não entendi tamanho nervosismo agora. Coloquei-a de frente para mim, olhei no fundo de seus olhos e sorri.